Se dúvidas houvesse quanto à real razão para a receção fria e muito comedida ao anúncio da parceria entre Andretti Autosport e Cadillac para a candidatura à entrada na Fórmula 1, estas são desfeitas por Christian Horner. O responsável da Red Bull não “gaguejou” e afirmou que apesar de todos serem bem-vindos, “tudo se resume ao dinheiro”.
Horner explicou à Racer que a “Andretti é uma grande marca, uma grande equipa. O Mario, o que fez na Fórmula 1 – como norte-americano também – é fantástico. Obviamente que a GM com a Cadillac também seriam duas marcas fenomenais a ter no desporto, e não creio que possa haver qualquer dúvida em relação a isso. Como em tudo, no entanto, resume-se a: ‘Bem, quem vai pagar isso? E pode-se assumir que as equipas, se entenderem que estão a pagar por isso – ou a diluir os seus ganhos para os receber- não se vão sentir bem”.
O responsável da Red Bull salientou que as duas equipas, McLaren e Alpine das atuais 10 que compõem a grelha da F1, “ou têm uma parceria nos EUA com eles [Andretti], ou vão fornecer-lhes o motor. As outras oito estão a dizer: “Espera aí, porque devemos diluir o nosso prémio?”.
Sobre a Liberty Media e FOM, cuja reação ao interesse da Andretti foi semelhante à das equipas, Christian Horner explicou que estão confortáveis com as 10 estruturas atuais e que devem preferir o modelo da Audi, “em que entram e adquirem uma franquia já existente”.
Apesar da sua opinião, Horner disse esperar por uma solução e que “se pudessem assumir uma das equipas ou franquias existentes” seria melhor. No entanto, “como sempre, tudo se resume ao dinheiro”, disse o britânico. “Se o prémio das equipas for compensado com um valor em que não se perdia nada”, assume Horner, garantindo ao mesmo tempo que “nos 18 anos em que estou envolvido [na F1] vi equipas a entrarem e a saírem e penso que é a primeira vez nos últimos dois anos que todas as 10 equipas têm tido uma base financeira sólida”.










