F1: Bridgestone reage à confirmação da Pirelli como fornecedora exclusiva até 2027
A Fórmula 1 anunciou ontem que a Pirelli se manterá como fornecedora de pneus no próximo ciclo contratual, ficando de fora a candidatura da Bridgestone, que hoje reagiu em comunicado sobre o tema, garantindo que o reconhecimento da FIA e do Formula One Group (FOG) às tecnologias apresentadas reforçou o seu valor.
Ainda antes do anúncio oficial demos conta da hipótese, que foi avançada pela BBC, da confirmação acontecer pouco depois do Grande Prémio do Catar e do cenário avançado por algumas fontes ligadas ao processo, que este poderá ser o último contrato da Pirelli com a F1. Sobre isso, obviamente, nem uma palavra nos comunicados. Mas entende-se que a Bridgestone vai continuar a investir no desporto motorizado e a disciplina rainha é um alvo apetecível.
A Bridgestone, que celebra o 60.º aniversário das suas atividades no desporto automóvel em 2023, explicou no seu comunicado que “continua a apoiar o desporto automóvel premium global sustentável” e que a F1 “é a plataforma de desportos motorizados mais prestigiada do mundo” e que “tem vindo a estudar a F1 como uma das várias opções para apoiar a sua estratégia global”. Ao mesmo tempo, apenas confirma que “tem vindo a comunicar de forma sincera e contínua com a FIA e o FOG relativamente ao próximo período de concurso de pneus para a F1 e às iniciativas propostas de tecnologia avançada e inovadora e de sustentabilidade”.
Mas pode-se depreender mais das palavras de Shuichi Ishibashi, Membro do Conselho de Administração, Diretor Executivo e Diretor Executivo Representante da Bridgestone Corporation. “A Bridgestone anunciou que está a regressar à sua origem como fabricante de pneus e a reiniciar a sua jornada para os desportos motorizados mundiais no anúncio do seu plano ‘Motorsports 2023’ a 10 de março”, salienta o responsável, acrescentando que “embora a Bridgestone não possa apoiar a F1 desta vez, o processo recebeu um reconhecimento positivo da FIA e do FOG e reforçou o valor que está a ser criado pela tecnologia avançada e inovadora da Bridgestone, incluindo iniciativas de sustentabilidade em toda a cadeia de valor”.
Shuichi Ishibashi sublinhou que a empresa “continuará, apaixonadamente, a impulsionar a sua tecnologia e inovação através do laboratório móvel e do campo de provas que os desportos motorizados oferecem” e que continuam empenhados “inspirar entusiasmo e espalhar alegria no mundo da mobilidade” através do desporto motorizado.
Ainda é cedo para garantir uma candidatura ao próximo contrato, mas parece existir a vontade de regressar à Fórmula 1 por parte dos nipónicos.
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Manuel Araujo
11 Outubro, 2023 at 19:23
já se sabia de antemão que o lobby actual da F-1 não permite mudanças mesmo que sejam para melhorar ….
jo baue
11 Outubro, 2023 at 21:51
Estranhamente, ou não, tem sido abafado que a Michelin este ano recusou apresentar a sua candidatura para 2025, porque os actuais donos do circo ( que saudades do Bernie…) disseram ao nº1 *dessa marca que tem que haver espectáculo, e para tal os pneus têm que se autodestruir. Tendo este respondido que não sabem fazer isso. Por aqui também se vê a credibilidade da F1 em 2023.
* Nome: Florent Menegaux. Declarações em: “The Drive”.