A Aston Martin pode servir de exemplo para o que acontece atualmente com a Mercedes, apenas com a exceção que não perderam tanto tempo com uma filosofia de carro que teria melhor desempenho, mas que na prática não conseguiam controlar o ‘porposing’ .
Segundo o responsável pela performance da Aston Martin, Tom McCullough, a equipa de Silverstone surgiu com dois conceitos diferentes para o monolugar de 2022. Em teoria, um deles teria muito mais desempenho e por isso, optaram por começar a desenvolver o AMR22 tendo em conta esse aspeto. No entanto, como contou o engenheiro à publicação The Race, “levámos o carro para a pista e as oscilações eram horríveis. Tentámos realmente controlar o ‘porpoising’, mas tudo o que fazíamos não era suficiente para dar passos largos sem perder demasiado desempenho. Por isso, continuamos a seguir o caminho de perder muito desempenho para acabar com o ‘porpoising’, mas parece que nunca conseguimos fazer as duas coisas”.
McCullough explicou ainda que tiveram de voltar à “outra filosofia, que no papel era pior”. A ‘versão B’ do AMR22 foi apresentada no Grande Prémio de Espanha de 2022, levantando algumas questões pelo facto de ser semelhante ao carro da Red Bull e Dan Fallows, vindo de Milton Keynes, ter entrado ao serviço na Aston Martin alguns meses antes. O responsável pela performance da equipa de Silverstone salientou que “ajudou o facto de termos concebido o carro com dois regimes e layouts diferentes, o chassis foi concebido para aceitar ambos. Obtivemos muitos dados de ambas as formas e aceitamos que o que tínhamos feito não conseguia resolver o problema do ‘porpoising’, pelo que tivemos de mudar”. Nessa altura, ajudou na tomada de decisão o facto do carro da Red Bull, dentro do mesmo conceito, mostrar bons resultados.
Uma outra lição para a Mercedes, é que o “carro que levamos para Espanha [em 2022], essa filosofia, foi desenvolvida ao longo do ano passado e, mais uma vez, durante o inverno, foram dados alguns passos bastante grandes, porque durante o ano não se pode mudar muito devido ao limite orçamental”.











