A Aston Martin enfrenta um início difícil nos testes de pré-temporada de Fórmula 1, marcado por problemas de fiabilidade e reduzida quilometragem em pista. Depois de sessões pouco produtivas no Bahrein, a equipa reconhece estar atrás dos principais adversários numa fase de adaptação a profundas mudanças técnicas.
Nos três primeiros dias de testes no Circuito Internacional do Bahrain, Fernando Alonso e Lance Stroll completaram apenas 203 voltas, o total mais baixo entre as 11 equipas. A segunda ronda de trabalho no deserto não trouxe melhorias: Alonso perdeu grande parte da manhã devido a uma falha na unidade motriz e fez apenas 28 voltas, enquanto Stroll realizou menos duas após uma saída de pista.
As dificuldades já se tinham manifestado em janeiro, no shakedown em Barcelona, onde o AMR26 só entrou em pista na última hora do quarto dia e avariou após quatro voltas. Desde então, repetem-se pequenas falhas em várias áreas do monolugar, impedindo sequências consistentes de trabalho.
Mike Krack disse ao RacingNews365 que considera correta a ideia de que a equipa atravessa dores de crescimento e explicou:
“Acho que é uma boa avaliação. Precisamos de fiabilidade. As rodas têm de girar. Até agora não conseguimos mantê-las a rodar tanto quanto queríamos. Aprende-se a cada volta e, por cada volta que não se faz, temos de recuperar terreno, por isso não foi um início fantástico. Reconhecemos que temos trabalho a fazer e sabemos que não estamos ao nível de outros”.
Sobre as mudanças técnicas, afirmou:
“É tudo novo: a parceria com a Honda, a caixa de velocidades e a suspensão. É um grande desafio. Espero que sejam problemas iniciais, dores de crescimento, mas mesmo com um começo difícil temos de nos concentrar, olhar para os problemas e resolvê-los passo a passo”.
Krack referiu ainda a multiplicidade de falhas:
“Há muitos pequenos problemas em todas as áreas do carro. Temos nova eletrónica, novos parceiros, nova caixa de velocidades e nova suspensão, por isso é difícil isolar uma única área. Provavelmente o atraso colocou-nos numa situação mais difícil ao nível da fiabilidade. Se não acumulamos voltas — e temos três vezes menos do que alguns dos melhores — ficamos para trás. Temos de ser realistas e recuperar, porque eles não estão à nossa espera e precisamos de fazer tudo para não perder contacto”.










