O caso da unidade motriz da Ferrari e da “cópia” da Racing Point tem dado dores de cabeça À FIA. Andreas Seidl propõe uma solução simples.
O trabalho de fiscalizar as equipas é deveras difícil para a FIA, pois as estruturas estão treinadas para tirar partido de todas as áreas cinzentas para ganhar vantagem. Faz parte do jogo, mas olhando ao que temos visto ultimamente, parece que a FIA está com cada vez mais dificuldades em controlar este aspeto. Andreas Seidl defende a presença de um comissário da FIA em cada fábrica para ajudar à clarificação:
“Estaríamos abertos também a apoiar a FIA em colocar comissários, por exemplo, em cada base das equipas, simplesmente para garantir que também seja claro para cada equipa que não há espaço para não seguir as regras. Como no conceito de denúncia, é importante que todas as equipas saibam que existe um grande risco de que, se não seguirem as regras, tal será detetado e penalizado , porque acho que esse mecanismo de ameaça ajuda bem [A FIA criou uma linha de denuncias anónimas para quem quiser apontar ilegalidades].
“Isso garante que todos joguem de acordo com as mesmas regras, o que é essencial para a competição em que estamos, porque todos queremos uma competição justa”.
Pressionado sobre como essa ideia poderia ser promulgada, Seidl admitiu: “Ainda não pensei nisso detalhadamente. Essa é apenas uma ideia que seria bem recebida, porque achamos que poderia permitir ter um desporto equilibrado, tornar o controlo ainda melhor, e provavelmente ajudaria a evitar todas essas discussões e protestos que vemos atualmente.”











A FIA já veio dizer que vai comprar um saco cama para dormirem nas fábricas e assim puderem controlar tudo in loco.
Essa de comissários nas fábricas, faz-me lembrar os tempos dos organismos corporativos no nosso país, com fiscais em certo tipo de fábricas… mas que não fiscalizavam nada.
Seidl tem demonstrado ser um excelente gestor e costuma ter razão nas suas declarações…mas este não é um desses casos.
Cumprimentos
Talvez inocência, talvez boa vontade. O Banco de Portugal também tem inspectores permanentes nos bancos, e é o que se vê. Quando alguém quer furar as regras, arranja sempre forma de o fazer. Neste caso da F1, alguém teria umas maquinetas na garagem ou na cave de casa para fazer as peças que precisava. Denunciar não é fácil pois para isso era preciso que todos os funcionários soubessem o regulamento, o que não é o caso. Assim limitam-se a fazer o que os que sabem o regulamento mandam.
Esses comissarios seriam influenciados pelos “ventos dominantes” nomeadamente dos mais fortes.É impossivel garantir a insenção a 100 %, porque como diz a sabedoria eterna: “toda a gente tem um preço”.
Aliás e voltando a usar um exemplo bancário: Em Espanha também o Banco de Espanha tem inspetores “residentes”, e soube-se há uns anos que, num determinado banco, sempre que um inspetor descobria alguma coisa e ia esclarecer com a administração do banco, no dia seguinte já era empregado desse mesmo banco e bem remunerado. Só com estas habilidades o Banco de Espanha perdeu 9 inspetores.
Isto é o que se chama, “atirar areia para os olhos”…
Parece-me uma boa ideia, desde que o comissário tenha acesso a todas as áreas e possa fiscalizar quando lhe dê “na veneta”.
O problema é as equipas confiarem no comissário, não vá ele enviar um email com segredos da equipa para uma equipa rival “por engano”.
E também onde é que isto impede as equipas copiarem-se umas à outras? Por mim é limitar a quantidade que se pode copiar. Assim evitam-se casos como o da Haas e da Racing Point.
Ui…agora é que é só “espiões” a passar informações…e vendo como a FIA tem sido benevolente com tanto domínio Mercedes…já é de prever quem sairá beneficiado mais uma vez.