Para fazer face à pandemia e às necessidades de organizar um calendário com o máximo de provas, houve necessidade de repetir algo que já foi feito no passado e que não resultou… três corridas seguidas. Andreas Seidl espera que este não seja o novo padrão para o futuro.
Em 2018 os GP da França, Áustria e Grã-Bretanha foram feitos em fins de semana seguidos. Três fins de semana com F1 parecia uma excelente ideia para os fãs, mas notou-se que o cansaço das equipas levou a uma diminuição da qualidade do espetáculo. Mais ainda, o facto de vermos três corridas seguidas reitrou um pouco do brilho da F1, que nunca foi um desporto de “consumo semanal” e que se distinguia de outros desportos por ser mais escasso… e o que é escasso torna-se mais desejável.
No final da “experiência” todos foram unânimes em afirmar que esse modelo não funciona. Infelizmente tivemos de voltar a tirar da gaveta este método, por motivos de força maior. O diretor da McLaren espera que tal não se torne num padrão para o futuro, olhando à vontade que a Liberty tem de aumentar o número de provas por época:
“Vamos agora para esta jornada tripla com as duas corridas no Reino Unido, o que, obviamente, para as equipas britânicas, não é tão mau quanto para outras equipas”, disse ele à Autosport.com. “Pelo menos, temos a possibilidade de chegar à pista o mais tarde possível com apenas uma curta viagem e com uma pausa entre as duas corridas de Silverstone.
“Depois, teremos mais três corridas seguidas e, de momento, acho que no calendário há três corridas seguidas mais tarde, o que acho duro. Dadas as circunstâncias especiais em que estamos neste ano, é algo que simplesmente temos que fazer, mas, ao mesmo tempo, esse não pode ser o novo padrão daqui para frente.
“Não acho que o maior desafio seja realmente o trabalho que temos que fazer aqui na pista”, continuou ele. “É um trabalho árduo, mas acho que o maior problema é ficar longe das famílias e das crianças e assim por diante, para cada membro da equipa. As três primeiras corridas após este longo intervalo que tivemos, acho que não foram o maior desafio ainda. Precisamos estar cientes de que quanto mais tempo passarmos agora na temporada, maior será o desafio para a equipa. O que fazemos do lado da equipa é tentar tornar a viagem, a acomodação e tudo o que podemos oferecer à equipa aqui na pista e nos hotéis o mais confortável possível e o melhor possível. Acho que todos dentro da equipa entendem que esta é uma temporada especial, em circunstâncias especiais.Todos nós entendemos também que é absolutamente necessário para a existência das equipas que façam corridas este ano.
“Eu esperamos conseguir superar esta fase de maneira sustentável”.












Tretas… “o facto de vermos três corridas seguidas reitrou um pouco do brilho da F1, que nunca foi um desporto de “consumo semanal” e que se distinguia de outros desportos por ser mais escasso… e o que é escasso torna-se mais desejável.” então para que são vinte e tal corridas por época? em 1980 houve 14 corridas e foi emocionante!