F1, Alpine: Temporada para esquecer, à espera de um futuro melhor
A Alpine vive mais um “ano zero” e ocupa atualmente a última posição no Campeonato de Construtores. Num projeto marcado por falsas partidas, instabilidade e decisões controversas, 2025 tornou-se numa época para apagar. As atenções já estão viradas para 2026, e o presente serve apenas para tentar sobreviver.
Depois de um início de ano turbulento, a Alpine viu mudanças profundas na sua estrutura. Luca de Meo chamou Flavio Briatore para reestruturar a equipa, encerrou o programa de motores próprios e assinou um acordo de fornecimento com a Mercedes para a nova era que começa em 2026. A saída de De Meo da liderança do Grupo Renault apenas aumentou a sensação de incerteza, apesar das garantias públicas de que o projeto de Fórmula 1 é para manter.
Em pista, os resultados têm sido desanimadores. A equipa soma apenas 20 pontos após 14 corridas — todos eles conquistados por Pierre Gasly. Esperava-se pouco de 2025, mas talvez não tão pouco. O carro não é competitivo, e o motor francês tem sido apontado como o grande ponto fraco, limitando o potencial de um chassis que, segundo alguns especialistas, teria margem para mais.

Gasly tem sido o único a destacar-se, com prestações sólidas que revelam experiência e resiliência. Não será exagero se dissermos que o francês continua a ser um dos pilotos em boa forma e que os números não fazem justiça ao trabalho desenvolvido. O mesmo não se pode dizer do segundo lugar da equipa, que tem sido um verdadeiro carrossel. Jack Doohan começou o ano com seis corridas, mas acabou substituído por Franco Colapinto, a nova aposta de Briatore. O argentino, que já contava com experiência na Williams (9 corridas), não tem convencido, e os rumores sobre uma nova troca até ao fim do ano são cada vez mais fortes, dado o baixo rendimento e a tendência para erros onerosos. Sergio Pérez chegou a ser apontado como possível substituto, com Paul Aaron também a ser referido, para um lugar que pode ver mais movimentações.

A Alpine tem hoje um chassis aparentemente bem construído, equipado com uma unidade motriz que peca por escassa, uma dupla instável, com o lugar de segundo piloto ainda em aberto. O foco está já em 2026, e tudo o que resta desta temporada é uma longa travessia até à prometida nova era — mais uma, para uma equipa que parece viver em constante reconstrução.
Notas:
- Alpine: 4/10
- Pierre Gasly: 8/10
- Jack Doohan: 4/10
- Franco Colapinto: 3/10
Fotos: Philippe Nanchino /MPSA
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Pity
10 Agosto, 2025 at 21:19
À espera de um futuro melhor, ou de um comprador?