A Alpine prepara a transição para motores Mercedes a partir da próxima temporada de Fórmula 1, deixando para trás o estatuto de construtora de unidades motrizes através da Renault. Apesar da mudança estrutural e do fim de uma parceria histórica, a direção da equipa garante que o impacto operacional será limitado.
A decisão de abandonar o projeto de motor próprio foi impulsionada pelo conselheiro executivo Flavio Briatore, numa tentativa de revitalizar a competitividade da equipa de Enstone após uma temporada de 2025 particularmente difícil. A Alpine terminou no último lugar do Campeonato de Construtores, com apenas 22 pontos, todos conquistados por Pierre Gasly, encerrando de forma pouco satisfatória uma ligação à Renault que durava desde 1995, com a exceção de 2015, quando correu com motores Mercedes sob a designação Lotus.

A aposta nos propulsores da marca alemã deverá permitir uma redução orçamental na ordem dos 100 milhões de dólares, libertando recursos para outras áreas do projeto. A expectativa em torno do desempenho das unidades motrizes da Mercedes é elevada, alimentando a esperança de uma recuperação desportiva.
Dave Greenwood, diretor de corridas da Alpine, desvalorizou os possíveis obstáculos da mudança, sublinhando que as principais diferenças se prendem com a arquitetura do motor e não com a forma de trabalhar entre equipas técnicas. Segundo o responsável, a cooperação com novos parceiros é algo habitual na Fórmula 1 e não deverá representar um problema significativo.
“No final de contas, a principal diferença é provavelmente a arquitetura do motor que está a mudar. Em termos de trabalho com as pessoas, é algo bastante normal para nós. Os responsáveis pelas unidades motrizes querem fazer as mesmas coisas e estão envolvidos nos mesmos tipos de processos em qualquer empresa. Há algumas caras diferentes, mas tirando isso, penso que será bastante fácil, honestamente.”










