O chefe de equipa da Alpine Otmar Szafnauer, quer que a FIA abra uma exceção aos investimentos que a estrutura gaulesa está a fazer na fábrica, como por exemplo a construção de um novo simulador ou bancos de testes. O responsável quer um regime semelhante para a Alpine semelhante ao que aconteceu com a Aston Martin para a construção do seu túnel de vento.
O novo simulador da Alpine deverá estar pronto em 2025, mas a equipa francesa tem tido dificuldades para alocar dinheiro para este projeto, tendo em conta o regulamento financeiro da Fórmula 1 que está obrigado a cumprir, mantendo-se abaixo do limite orçamental definido para cada época. Por isso, Szafnauer avisa que a FIA tem de dar uma ajuda para possibilitar as equipas a manterem-se a par das novas tecnologias.
“Temos de falar com a FIA para que os investimentos necessários não sejam abrangidos pelo limite orçamental. Caso contrário, ficamos presos às infraestruturas existentes”, disse Szafnauer ao Auto Moto und Sport. “Temos de construir um novo banco de testes para transmissões para 2026. Não há espaço para outras medidas. Certos projetos deveriam estar fora do limite orçamental, como o túnel de vento Aston Martin, para o qual foi aberta uma exceção”.
Em situações anteriores, o responsável da Alpine salientou a necessidade de atualizar as ferramentas de simulação – o simulador atual terá entre 15 a 20 anos – porque “se tivermos ferramentas de simulação perfeitas, ou perto disso, começamos o fim de semana muito perto do ponto ótimo [de configuração dos carros]”.
Otmar Szafnauer afirmou ainda sobre a exceção concedida à Aston Martin, que “se tivesse sido tido em conta o regulamento atual, nunca teria sido feito” esse investimento na fábrica em Silverstone.
Recordamos ainda, que também a McLaren expressou uma opinião semelhante, mas neste caso pediu mudanças no limite orçamental de forma a que as iniciativas para atingir a meta da neutralidade carbónica na Fórmula 1 sejam excluídas.










