F1: A teoria de Johnny Herbert sobre a potencial saída de Lewis Hamilton

Por a 19 Agosto 2025 10:00

Ex-piloto britânico admite que declarações de Hamilton na Hungria aumentam rumores sobre eventual saída antecipada do heptacampeão de Maranello.

Johnny Herbert apontou Carlos Sainz como um potencial substituto de Lewis Hamilton, caso o britânico e a Ferrari decidam separar-se antes do final do contrato. Hamilton assinou até 2026, com opção de por mais um ano, mas a sua adaptação ao SF-25 tem sido marcada por dificuldades, sobretudo pela instabilidade traseira do carro e resultados aquém das expectativas.

O heptacampeão mundial chegou mesmo a classificar-se como “inútil” após a eliminação na Q2 no Grande Prémio da Hungria, deixando no ar críticas misteriosas sobre o que acontece “nos bastidores” em Maranello. Para Herbert, tais palavras podem ser um sinal de que já existem conversas internas sobre uma eventual saída antecipada.

Saída já equacionada?

“Quando Hamilton disse [que há coisas a acontecer nos bastidores], não sei bem o que isso significava”, disse Herbert a uma plataforma de apostas. “Uma forma de interpretar isso é que já se falou em mudar o piloto. Isso já foi discutido? Talvez tenha sido mencionado que, se as coisas não melhorarem, é preciso estar preparado para ter o próximo piloto pronto para o ano que vem. Talvez eles [Hamilton e a Ferrari] estejam ambos a dizer que, se não funcionar, chegou a hora, chegou o momento [de se separarem].”

Sainz de regresso?

Embora Max Verstappen esteja fora da equação devido ao seu vínculo com a Red Bull, Herbert considera que Sainz poderia regressar à Scuderia. O espanhol, atualmente na Williams, admitiu recentemente estar aberto a voltar a Maranello, onde se destacou pela consistência e competitividade frente a Charles Leclerc.

“Carlos fez um trabalho absolutamente brilhante na Ferrari, mantendo o Charles sob controlo. Continua jovem, tem qualidade e mostrou o seu valor. Apesar das dificuldades na Williams, sabemos o quão forte ele foi em Maranello”, afirmou Herbert.

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3 comentários

  1. Pity

    19 Agosto, 2025 at 11:15

    Eu tenho um “defeito” muito grande, tenho a mania de raciocinar. A cabeça não serve só para fazer penteados (mulheres) ou para usar chapéu (homens). Quero com isto dizer que se pensarmos um bocadinho:
    Não faz sentido nenhum o Hamilton abandonar agora, sem ver o que dá o próximo regulamento, por muito desanimado que esteja. Uma mudança traz sempre riscos, pode dar muito certo, como pode dar muito errado. (Alonso é “mestre” no assunto).
    Hamilton não é o único a sofrer com adaptação. Sainz, que o Herbert elogia, também está a sofrer do mesmo mal.
    Acredito, isso sim, que Hamilton abandone no final de 2026, tenha ou não um ano feliz.

  2. Danny Ric Fan Club

    19 Agosto, 2025 at 12:42

    Na Hungria deu para reparar bem no comportamento em curva do Ferrari do Hamilton. A Scuderia está, de facto, de parabéns, porque conseguiu a proeza única de construir um carro que consegue fugir de frente E de traseira. É subvirador a meio das curvas, e sobrevirador na aceleração à saída delas. Para pilotos como o Hamilton, que gostam de uma frente bem agarrada ao solo e de uma traseira controlável, conduzir um carro com estas características é um pesadelo. Já o Leclerc dá-se melhor porque a condução dele e instintiva e mais agressiva, o que disfarça um bocadinho os problemas do carro (mas não é que o Charles Leclerc não se queixe!).
    Quanto ao Johnny Herbert, que de resto foi um piloto altamente promissor até àquele acidente horrível na F3000, perdeu mais uma oportunidade de ouro para estar calado. Compreendo que esta é a «silly season», mas há um limite para a «silliness».

  3. Nrpm

    19 Agosto, 2025 at 23:26

    Silliness total. Atente-se que a declaração do Johnny Herbert, que nunca foi conhecido pela ‘solidez’ intelectual, é prestada a uma plataforma de apostas. Claro que esta boutade tem como fim provável animar os ferverosos apostadores em qualquer coisa, de adiantarem lucros fabulosos ao universo ‘Bet’.
    Sair não é da índole de Hamilton, nem deixaria desportiva e comercialmente bem vista a Ferrari. Assim será uma coisa de wait and see, para ambos os lados.
    2026 desatará o impasse e dará os termos do balanço.
    Shut up Johnny.

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