Alex Albon tem consolidado a sua posição na F1. Depois de um arranque em grande e uma pausa indesejada na carreira, Albon reconheceu que lhe faltou conhecimento na sua primeira passagem na F1.
Alex Albon é um excelente exemplo do que pode acontecer a um jovem talentoso que não esteja preparado para as exigências da F1. Albon esteve até perto do arranque da época 2019 com o destino traçado para a Fórmula E e acabou por ir para a F1 de forma inesperada, sem qualquer preparação. Foi essa falta de preparação que custou caro.
O próprio admitiu que lhe faltou algum conhecimento para poder sair da situação problemática em que se encontrava no seu segundo ano na Red Bull:
“Outros pilotos que passaram por fases difíceis nas suas carreiras, como o Daniel [Ricciardo] na McLaren, tiveram dificuldade em sentir-se confortáveis no carro”, disse ao Motorsport Total. “Por isso, tentámos fazer com que me sentisse confortável no Red Bull. De alguma forma, isso nunca funcionou. Com os conhecimentos que tenho atualmente, podia tê-lo feito. Mas em retrospetiva é fácil dizer. O que importa é que sinto que estes meses difíceis e estes fins-de-semana de corrida me tornaram ainda melhor e mais concentrado nesta área, tenho uma melhor compreensão do feedback que preciso de dar. Hoje tenho uma autoconfiança mais forte. Sei melhor como é que o carro tem de ser para ter um melhor desempenho.
Quando me sento nestas reuniões, não só com os engenheiros e técnicos na fábrica, com as pessoas que estão a desenvolver o carro para o próximo ano, então hoje sei muito melhor do que estou a falar. Compreendo melhor o carro e os seus pontos fortes e fracos. Assim, temos a coragem de dizer mais. Na Red Bull ainda tinha de aprender, por isso não era capaz de dar muito feedback sobre o que queria que o carro fizesse, porque primeiro tinha de aprender a compreender o que o carro faz realmente e porquê.”
Os casos de Lando Norris e George Russell, que também se estrearam na F1 em 2019 foram diferentes. Testaram monolugares de F1 antes da sua estreia, passaram tempo com a equipa e conseguiram entender a exigência e a linguagem da F1. Puderam, aos poucos, perceber que tipo de feedback dar aos engenheiros. Russell trabalhou com Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, Lando Norris ouviu o feedback de Fernando Alonso. Esses trunfos acabaram por ajudar na adaptação à F1, enquanto Albon entrou para o Grande Circo sem preparação e seis meses depois era colega de equipa de Max Verstappen. Albon é a prova que na F1 moderna, se podem perder grandes talentos se não forem devidamente preparados.











