A Andretti recebeu o apoio de membros do Congresso dos EUA, com um grupo de congressistas a levantarem objeções à decisão de excluir a candidatura à F1.
Uma coligação de membros do Congresso dos EUA levantou objeções à decisão da Formula One Management (FOM) de excluir a candidatura da Andretti-Cadillac à Fórmula 1, alegando um comportamento semelhante a um cartel. Ao mesmo tempo, Victoria Spartz, membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo partido Republicano, disse que a Fórmula 1 devia “implorar” por mais participação norte-americana.
Embora a FIA tenha aprovado a proposta de Michael Andretti, dando sinais de possibilidade da entrada de uma décima primeira equipa, no entanto, os detentores dos direitos comerciais da F1, propriedade da Liberty Media, vetaram a iniciativa.
Apesar do revés, Michael Andretti não se deixou intimidar, avançando com os preparativos para a sua estreia em 2026, com uma nova sede nos EUA em construção e instalações no Reino Unido, abrindo inclusivamente vagas para funcionários. Espera-se uma nova reunião entre as partes em Miami, no decorrer da prova da Fórmula 1 naquela cidade.
Agora, com o apoio de um grupo bipartidário de 12 legisladores, os esforços para a Andretti entrar no mundial intensificam-se. No exterior do Capitólio dos Estados Unidos, Mario Andretti, campeão mundial de 1978, juntou-se a John James, representante o Michigan, para falar com os meios de comunicação social, sublinhando o apoio bipartidário que apoia a Andretti-Cadillac na sua tentativa de entrar na Fórmula 1.
“Estamos prontos com tudo o que é necessário. Deem-nos luz verde e deixem-nos fazer o nosso trabalho”, disse Mario Andretti. “A nossa equipa, a Andretti Global, faz parte de todas as principais disciplinas de corridas do mundo. A Fórmula 1 é a única que resta. E nós queremos fazer parte dela”.
Já o congressista republicano John James, deu conta que “de fora, podemos perguntar: ‘Isto é uma tentativa de obter dinheiro?’ Estará a Fórmula 1 a tentar obter um acordo diferente, para poderem passar de 200 milhões de dólares para mil milhões de dólares extraídos da Andretti-Cadillac?’. O representante do Michigan espera que a situação possa ser resolvida, “mas se não for, teremos as nossas questões respondidas. E aqueles que tentam tirar partido da situação serão responsabilizados”.
Victoria Spartz, representante do estado do Indiana na Câmara dos Representantes, esteve ao lado de John James e de Mario Andretti para afirmar que “é do interesse do resto do mundo e, na verdade, dos europeus, ter uma equipa americana a participar. Penso que temos tanto engenho, tanta inovação, e eles querem a nossa inovação para tudo o resto, incluindo armas, por isso penso que têm de se certificar de que veem o nosso engenho nos automóveis. Penso que isso seria do interesse deles. Deviam estar a implorar e a pedir a nossa participação, não a tentar dificultar ainda mais as coisas”.
Outros congressistas juntaram-se no envio de uma carta à Liberty Media, expondo as suas preocupações com as aparentes ações contra as leis federais sobre a concorrência, que tentam evitar monopólios e que poderiam impedir duas empresas norte-americanas, a Andretti Global e a General Motors, de produzir e competir na Fórmula 1.
Segunda a NBC News a missiva procura respostas para a rejeição da candidatura da equipa e questiona se os detentores dos direitos comerciais da Fórmula 1 protegem “injustamente as equipas europeias da concorrência nos EUA, onde a base de fãs tem crescido dramaticamente”.
Em comunicado, a Andretti Global deu conta da gratidão pelo apoio dos membros do Congresso “na contestação deste comportamento anticoncorrencial. Esperamos que esta questão possa ser resolvida rapidamente para que a Andretti-Cadillac ocupe o lugar que lhe é devido na grelha de partida em 2026”.










