Em entrevista a CNN Bernie Ecclestone, disse que a F1 está “demasiado ocupada” para se preocupar com o racismo e que “em alguns casos, os negros são mais racistas do que os brancos” e Lewis Hamilton ‘atirou-se’ a ele…
Bernie Ecclestone voltou a fazer das suas. Há muito sabemos que o antigo ‘testa de ferro’ da Fórmula 1 nunca se coibiu muito de dizer o que pensa – politicamente correto nunca foi com ele – e desta feita voltou novamente à carga. Em declarações à CNN, o britânico de 89 anos, que, recorde-se, em 2017 vendeu os direitos comerciais da Fórmula 1 à Liberty Media, disse agora qualquer coisa como isto: a F1 está “demasiado ocupada” para se preocupar com o racismo, acrescentando mesmo que “em alguns casos, os negros são mais racistas do que os brancos”. Como se pode calcular, caiu o Carmo e a Trindade, e já agora a torre dos Clérigos!
Agora, Lewis Hamilton diz que Bernie Ecclestone é “ignorante e inculto” depois deste ter feito comentários sobre o racismo: “São comentários tristes e dececionantes que demonstraram até onde nós, enquanto sociedade, precisamos de ir antes que a verdadeira igualdade possa acontecer” escreveu Hamilton no Instagram: “Bernie está fora do desporto, é de uma geração diferente, mas isto é exatamente o que está errado. Faz todo o sentido para mim agora que nada foi dito ou feito para tornar o nosso desporto mais diversificado ou para abordar o abuso racial que recebi ao longo da minha carreira”.
“Se alguém que dirigiu o desporto durante décadas tem uma tal falta de compreensão das questões profundamente enraizadas com que nós, como negros, lidamos todos os dias, como podemos esperar que todas as pessoas que trabalham sob o seu comando compreendam? Começa no topo.
“Acho que agora chegou o momento de mudar. Não vou deixar de insistir na criação de um futuro inclusivo para o nosso desporto, com oportunidades iguais para todos. Para criar um mundo que proporcione igualdade de oportunidades para as minorias”.
Também a Liberty Media reagiu, emitindo uma curta declaração dizendo que “discordava completamente” com Ecclestone e que os seus comentários “não têm lugar em F1 ou na sociedade”. Acrescentou que o antigo papel de presidente emérito de Ecclestone, que lhe foi atribuído em 2017, “expirou em janeiro de 2020”.









