O Diretor de Monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, rejeitou a ideia de que exista uma discrepância ‘intransponível’ entre os estilos de condução da Fórmula 2 e da Fórmula 1, defendendo que a categoria intermédia continua a ser o passo final indispensável para a progressão dos pilotos. A posição foi assumida em resposta a uma questão colocada pelo jornalista Frederik Hackbarth (F1-Insider.com) durante uma conferência de imprensa, na qual foram abordados os exemplos de pilotos como Kimi Antonelli e Ollie Bearman, que ascenderam à classe rainha sem se sagrarem dominadores na antecâmara, a Fórmula 2.
Reconhecendo a veracidade dos exemplos apontados, Tombazis argumentou que existem múltiplos casos de campeões da Fórmula 2 que transitaram com sucesso e venceram na Fórmula 1. Sobre a situação específica de Kimi Antonelli, o responsável recordou que o piloto ainda era muito jovem e estava em fase de aprendizagem na F2, tendo começado a vencer pouco antes de terminar a época e de transitar para a Fórmula 1, onde cumpriu um ano de adaptação antes de começar a triunfar com regularidade.
Apesar de admitir que os carros de ambas as categorias apresentam diferenças e que a Fórmula 1 exige a assimilação de múltiplos detalhes adicionais na gestão técnica, o diretor da FIA sublinhou que a essência da pilotagem não difere de forma radical. “A minha mensagem principal é que a Fórmula 2 continua a ser um último passo fundamental e extremamente válido antes de se chegar à Fórmula 1”, afirmou Nikolas Tombazis, sublinhando que a capacidade de adaptação varia consoante o piloto na altura de dar o salto competitivo.









