Fernando Alonso saiu do GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, 47 pontos atrás do líder do Mundial de Fórmula 1 – quase a pontuação máxima de duas corridas – e nessa altura poucos foram os que acreditavam que pudesse chegar onde está neste momento, pois a duas corridas do final da temporada, lidera o campeonato, com 11 pontos de vantagem para Mark Webber. Pelo meio, quatro vitórias, seis pódios e um abandono na Bélgica, em apenas sete corridas.
Depois de começar bem a época com uma vitória no Bahrein, o ‘apagão’ que se seguiu foi longo, e o hiato de vitórias durou até ao Grande Prémio da Alemanha. Antes disso, foi notável o esforço que a Ferrari realizou no sentido de dar a Alonso e a Massa carros que lhes permitissem lutar lado a lado com os Red Bull e McLaren.
Se a diferença da Ferrari para a equipa mais competitiva de cada fim de semana não foi grande entre o Bahrein e o GP de Espanha, a partir daí as coisas pioraram muito, com Alonso a somar apenas 31 pontos em cinco corridas. Como comparação, nas últimas quatro, somou 90 pontos.
Caso chegue ao título, ‘coisa’ que está longe de ser um dado adquirido, a verdade é que a sua equipa teve muito a dizer neste crescendo de competitividade. Os pontos chave terão sido a introdução do sistema duto frontal no GP da Turquia, ainda que não tenha resultado de imediato, no GP da Europa a Scuderia introduziu o novo difusor, que só deu frutos na Alemanha, enquanto em Singapura estreou um novo fundo plano, que otimizou ainda mais o novo difusor.
Aos olhos dos adeptos, ficam essencialmente as prestações dos pilotos, mas a verdade é que a este nível o trabalho de casa dos engenheiros é absolutamente fundamental, e caso a Ferrari chegue mesmo ao título, a Scuderia poderá orgulhar-se de, no seu conjunto, ter conseguido bater o aparentemente invencível conjunto Red Bull RB6/Adrian Newey/Sebastian Vettel/Mark Webber.








