A Dacia começou a ser apenas uma proposta de carros a preço muito mais acessível, com veículos baseados em produtos anteriores do Grupo Renault. Essa falta de alma era visível nos primeiros Sanderos, que interessaram apenas a clientes que procuravam uma solução menos onerosa para o seu transporte. Mas o tempo tem feito bem à Dacia, de tal forma que apesar da honestidade acima referida, conseguem surpreender com argumentos que não seriam, à partida, expectáveis. A renovação da imagem da marca também ajudou e o restyling trouxe pontos positivos.
No mercado desde 2010 ao preço de um citadino, o Duster veio abanar o segmento dos SUV. Com mais de 2 milhões de unidades vendidas, desde 2019, o Duster tornou-se num dos mais vendidos do seu segmento e os argumentos que apresenta são agora mais fortes.
Com a marca a querer dar salto, procurando ser mais do que apenas fabricante de carros low-cost, apontando à Jeep como objetivo, dando ainda mais foco ao off-road, a Dacia tem o Duster como principal proposta. Depois de termos ensaiado o Dacia Duster Dci 115, foi a vez do Duster ECO-G Bi-Fuel 100 na versão Extreme. Ou seja, o carro vem com dois depósitos, um para gasolina e outro para GPL, uma opção que faz sentido nestes dias em que os preços dos combustíveis são cada vez mais exorbitantes.












