Em plena crise económica, Ferdinand Porsche fundou seu gabinete de design em Stuttgart. Segundo os dados da Porsche, no dia 25 de abril de 1931 este gabinete foi registado com a designação comercial “Dr. Ing. h.c. F. Porsche Gesellschaft mit beschränkter Haftung, Konstruktion und Beratung für Motoren- und Fahrzeuge” (Sociedade de Responsabilidade Limitada Dr. Ing. h.c. F. Porsche, Projeto e Consultoria para Motores e Veículos). Muito se passou até ao que é agora a Porsche, mas antes de concretizar o sonho da sua própria empresa, Ferdinand Porsche passou pela Daimler-Motoren-Gesellschaft tendo sido responsável pelo desenvolvimento de alguns modelos pioneiros da precursora da Mercedes-Benz.

Ferdinand Porsche assumiu a direção do gabinete de design da Daimler-Motoren-Gesellschaft (DMG) a partir do dia 30 de abril de 1923, segundo os registos da própria Mercedes-Benz. O homem que o antecedeu nesta função até 1922 foi Paul Daimler, que, entre outras coisas, introduz a sobrealimentação, que levou a um desentendimento entre si e o Conselho Fiscal, que quer modelos de carros mais baratos e, portanto, com mais potencial de venda. Daimler queria desenvolver um modelo de oito cilindros.
Vinda da subsidiária da DMG, a Austro Daimler, Ferdinand Porsche também queria produzir carros grandes e caros, mantendo a sobrealimentação. O nome de Porsche está associado aos Mercedes 15/70/100 cv e 24/100/140 cv (ambos de 1924), ao Mercedes-Benz Modelo K (de 1926 e também conhecido como modelo 630 K) e, a partir de 1927, aos três primeiros automóveis da lendária série S (S, SS, SSK). São reconhecidos a Porsche dois modelos de 1924 famosos: o vencedor da Targa Florio, bem como o carro de corrida de 2 litros e oito cilindros sobrealimentado “Monza”.

No final de 1928, a então Daimler-Benz AG, formada em 1926 pela fusão da DMG com a Benz & Cie, deixa de estar interessada nos serviços de Ferdinand Porsche. A justificação é a necessidade urgente de veículos mais económicos e assim, Hans Nibel sucede a Porshe.








