Oliver Solberg assume que o desfecho do Mundial de Ralis de 2026 ainda custa a aceitar, mas prefere valorizar uma temporada que reforçou a confiança nas suas capacidades. O sueco terminou como vice-campeão e vai disputar a época de 2027 pela Toyota Racing, com Elliott Edmondson, num GR Celica Rally1.
Solberg viveu um 2026 repleto de emoção e ficou a poucos metros de cumprir o sonho de se tornar campeão do mundo. Bem ao estilo Solberg, onde tudo é feito com intensidade e espetacularidade, esta época mostrou que tem capacidade para lutar pelo título, e falou-lhe apenas um pouco mais de capacidade de gestão e alguma sorte. Na apresentação da nova temporada, reconheceu a desilusão de ter ficado tão perto do título, embora tenha destacado o orgulho pelo trabalho realizado na primeira temporada completa com a estrutura.
“Tive um primeiro ano completo fantástico com a equipa. Foi uma época cheia de altos e baixos, com momentos incríveis e também alguns momentos difíceis, mas aprendemos muito e lutar pelo campeonato até ao fim foi algo especial. Agora, só quero aproveitar os aspetos positivos e tudo o que aprendi e olhar para o futuro. Ainda dói. Mas, quando refletimos um pouco, estamos extremamente orgulhosos da temporada que eu e o Elliott fizemos juntos. Isso também nos traz alguma felicidade e recordações de uma grande época“, afirmou.
A mudança de regulamentos abre agora um novo capítulo. Para Solberg, a experiência adquirida na luta pelo campeonato poderá ajudá-lo a enfrentar a próxima temporada com maior tranquilidade.
“Para mim, é um sonho ser piloto da Toyota e é extremamente emocionante entrarmos juntos nesta nova era e estarmos envolvidos no desenvolvimento de um carro totalmente novo. A próxima época será um desafio completamente novo para todos, por isso haverá muito para aprender e a que nos adaptarmos novamente, e espero que possamos ter uma competição fantástica para que todos possam desfrutar. Vou continuar a dar o meu melhor, a desfrutar da condução e das disputas, e a tentar alcançar mais bons resultados. Se olharmos para os últimos ralis, a motivação e a vontade de vencer nunca foram um problema. Estávamos bastante longe, mas acreditámos sempre que, mesmo sendo uma hipótese pequena, talvez fosse possível. Levar connosco essa experiência e saber que é possível, com um pouco mais de experiência acumulada, dá-nos muito mais confiança para o próximo ano. Também traz alguma tranquilidade quando vamos para a segunda temporada”, acrescentou.










