Kimi Antonelli esteve perto de abandonar o Grande Prémio da Cidade do México, em que o terceiro lugar lhe deu o primeiro título mundial. A Mercedes revelou que problemas no carro, nas voltas finais, quase o obrigaram a parar.
O italiano, de 20 anos, só precisava de pontuar mais dois pontos do que os rivais diretos, George Russell e Lewis Hamilton, no Autódromo Hermanos Rodríguez. Foi além disso e terminou no pódio, atrás do vencedor Max Verstappen e de Hamilton, da Ferrari.
Os problemas só ficaram a conhecer-se depois da corrida. Bradley Lord, diretor-geral adjunto da Mercedes, falou no podcast High Performance Racing e explicou o que a equipa encontrou. “Recebemos o carro de volta depois da corrida, tirámos o fundo – estava coberto de óleo! O cárter estava rachado e o Kimi disse que, a cerca de quatro voltas do fim, começou a sentir o motor a ter dificuldades. Esteve mesmo à beira da desistência e, ainda assim, aguentou”, afirmou.
Antonelli subiu de quarto para terceiro ao ultrapassar Charles Leclerc na primeira curva, com o W17. Lord justificou o risco: “É um ‘racer’ e foi isso que o levou ao pódio. O Charles tinha tido um grande bloqueio de rodas no reinício e o pneu estava no limite. Falavam em ir às boxes por causa disso, por isso o Kimi viu a oportunidade. Foi, penso eu, a ultrapassagem mais limpa que vimos na primeira curva durante todo o dia.”
O dirigente recordou ainda a prestação de Antonelli em Singapura, onde ganhou duas posições ao campeão do mundo em título e ao piloto mais bem-sucedido da história do desporto, com pneus gastos. “O Kimi é absolutamente clínico quando se trata de fazer o que lhe sai por instinto”, disse. Com Verstappen e Hamilton, o pódio somou uma dúzia de títulos mundiais de pilotos.








