Por Pedro Junceiro
O smart #2 aproxima-se da estreia mundial no Mondial de l’Auto, em Paris, França, de 12 a 18 de outubro, com programa de testes em ambientes focados na condução urbana, no conforto acústico, na segurança e na eficiência energética, de forma a adaptar-se às condições típicas de utilização nas cidades europeias.
Os ensaios decorrem em circuitos virtuais que replicam cenários reais, incluindo pisos de baixa aderência, obstáculos inesperados e mudanças rápidas de trajetória. Este tipo de validação permite afinar o comportamento do carro em situações comuns do quotidiano, onde a agilidade e o controlo são determinantes.
Desenvolvido em parceria por Geely e Mercedes-Benz, “joint-venture” criada em 2019 e que tem base em Ningbo, na China (a sede europeia encontra-se em Estugarda, Alemanha, nas instalações do consórcio comandado pela marca da estrela), o novo citadino de dois lugares apresenta-se como o sucessor do fortwo e mantém o foco na mobilidade urbana, agora enquadrado num contexto muito mais digital e elétrico. As unidades de teste continuam a circular com camuflagem que esconde as linhas definitivas do carro de produção em série.

No plano técnico, o trabalho tem incidido na calibração do chassis, com intervenções ao nível da direção e da suspensão para garantir um compromisso equilibrado entre estabilidade e capacidade de manobra. Os testes em superfícies molhadas e irregulares fazem parte deste processo.
A estrutura de segurança recorre a uma evolução da célula “tridion”, concebida para manter elevados níveis de resistência num veículo de dimensões muito compactas, respondendo às atuais exigências regulamentares. Outro dos vetores do programa de desenvolvimento prende-se com a redução de ruído e vibrações. Os testes de NVH (Noise, Vibration and Harshness) incluem ensaios em túnel de vento, câmaras acústicas e diferentes tipos de piso, com o objetivo de reduzir o ruído aerodinâmico e de rolamento, bem como eliminar vibrações indesejadas no interior do carro.
Os pneus também estão a ser alvo de avaliação, com testes em diferentes superfícies e condições de utilização. O objetivo passa por encontrar um equilíbrio entre resistência ao rolamento, item determinante para a promoção da eficiência energética, e conforto acústico.

A durabilidade dos componentes tem sido validada através de ensaios que reproduzem impactos típicos da condução urbana, como a transposição de irregularidades acentuadas ou a circulação em pisos degradados.
Em termos preliminares, o smart #2 deverá apresentar uma autonomia próxima dos 300 km, apresentando-se equipado com bateria que tem 35,7 kWh de capacidade. Mantém-se a aposta num formato muito compacto, orientado para utilização citadina, com melhorias ao nível da tecnologia a bordo. Em Paris, anúncio de todas as características técnicas do #2.











