F1: Pirelli poderá apostar em compostos mais macios para aumentar diversidade de estratégias
A estratégia continua a ser um dos fatores decisivos na Fórmula 1, mas o início da temporada de 2026 tem sido marcado por uma tendência clara: corridas resolvidas com apenas uma paragem.
Nas duas primeiras corridas da época, na Austrália e na China, a estratégia de uma paragem revelou-se dominante, com a Mercedes a capitalizar essa abordagem para garantir ambas as vitórias. A reduzida degradação dos pneus tem limitado as alternativas estratégicas.
Este fenómeno explica-se por vários fatores. Por um lado, a Pirelli introduziu pneus mais resistentes, eliminando o composto mais macio (C6) e apostando numa gama entre C1 e C5. Por outro, os novos monolugares são mais leves e geram menos carga aerodinâmica, reduzindo o desgaste dos pneus, especialmente em curva.

Além disso, o maior peso da componente elétrica nas unidades motrizes — agora próxima de uma divisão 50/50 com o motor de combustão — obriga os pilotos a gerir mais a energia, recorrendo frequentemente a técnicas como “lift and coast”. Isso traduz-se em ritmos mais controlados e, consequentemente, menor stress sobre os pneus. O resultado são tempos por volta mais lentos e maior durabilidade dos compostos.
A Pirelli admite ajustar a seleção de pneus ao longo da época para incentivar maior variabilidade estratégica. A possibilidade de optar por compostos mais macios em determinados circuitos está em cima da mesa, dependendo dos dados recolhidos nas primeiras provas.
Importa também considerar que, numa fase inicial de um novo ciclo regulamentar, os monolugares ainda estão em evolução. À medida que as equipas desenvolvem os carros e aumentam o desempenho, o impacto sobre os pneus poderá intensificar-se, reabrindo o leque de estratégias.
Mario Isola, responsável da Pirelli para o desporto automóvel, explicou que “o objetivo para os novos pneus era semelhante ao do ano passado, ou seja, permitir uma combinação entre estratégias de uma e duas paragens. Estamos a recolher dados e, se necessário, podemos ajustar a seleção de compostos, nomeadamente optando por opções mais macias em determinados circuitos”.
“Os carros que vemos agora poderão ser bastante diferentes dos que teremos na segunda metade da época, à medida que o desempenho aumenta, o desgaste dos pneus também cresce, o que poderá tornar a atual escolha de compostos mais adequada”.
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