Carlos Sainz revelou que a escolha de se juntar à Williams para a próxima temporada de Fórmula 1 esteve fortemente ligada à utilização do motor Mercedes, considerando-o um dos fatores determinantes na sua decisão após deixar a Ferrari.
Desde a introdução da fórmula híbrida em 2014, os motores Mercedes dominaram o campeonato, vencendo 138 dos 246 Grandes Prémios realizados (56,1%). Honda soma 68 vitórias (27,6%), Ferrari 24 (9,8%) e Renault 16 (6,5%). Apesar do progresso da Honda, a supremacia da Mercedes continua evidente.
“Na verdade, esta é uma das principais razões pelas quais escolhi a Williams para esta nova alteração no regulamento”, disse o espanhol ao podcast El Partidazo de COPE. “Eu sabia que iríamos usar o motor da Mercedes, e tudo o que ouvi sobre ele foi positivo, e ainda é.”
Sainz salientou, contudo, que o motor não é suficiente por si só: o desempenho final depende também do chassis e da capacidade das equipas em maximizar o pacote completo. Equipas como McLaren, Alpine e Aston Martin prometem ser fortes concorrentes, enquanto a Ferrari continuará presente na luta pelo topo.
“São quatro equipas, oito carros, com o mesmo motor”, diz Sainz, “e duas dessas equipas, especialmente a McLaren, são superiores neste momento. Portanto, não importa quão bom seja o motor, ainda é preciso acertar tudo com o chassis”, admitiu. “E, claro, a Aston Martin e a Honda serão competitivas, e a Ferrari estará sempre lá. A Ferrari está sempre na luta.”









