Fred Vasseur sabia, quando assumiu a liderança do programa de F1 da Ferrari, que tinha uma tarefa difícil pela frente, com muita pressão. O francês conseguiu escapar às críticas nos primeiros tempos do seu “reinado”, mas agora sente os efeitos de mais uma época desapontante da Scuderia.
A imprensa italiana fez ecoar os rumores de uma potencial saída de Vasseur da liderança da equipa e a pressão mediática, além da insatisfação dos fãs da equipa, sobem a um ritmo pouco saudável. O SF-25 apresentando esta temporada, tem revelado um desempenho abaixo do esperado, apesar da presença dos pilotos de qualidade Charles Leclerc e Lewis Hamilton.
O que está em causa?
O carro tem dificuldades, principalmente pela necessidade de usar alturas ao solo mais reduzidas, o que leva a um desgaste excessivo das pranchas. Assim, a equipa é obrigada a subir a altura ao solo, o que reduz a performance do carro, especialmente em circuitos de alta velocidade. A gestão dos pneus e o ritmo de qualificação também têm sido pontos fracos. Além disso, os erros operacionais, incluindo estratégia deficiente e indecisão nas ordens da equipa, prejudicaram ainda mais os resultados. Todas estas fragilidades têm provocado incomodo crescente na esfera da Ferrari e, como habitualmente, é sobre o líder que recaem todas as interrogações e toda a responsabilidade.

Quem é Fred Vasseur?
Frédéric Vasseur entrou em Maranello com uma experiência vasta na competição automóvel, que lhe dá uma visão abrangente do que é necessário para ser bem-sucedido na F1
Começou a sua carreira fundando a equipa ASM em 1996, alcançando sucesso na Fórmula 3 com pilotos como Lewis Hamilton e Romain Grosjean. Em 2004, co-fundou a ART Grand Prix com Nicolas Todt, levando a equipa a vários títulos de GP2 e GP3 e ajudando a lançar as carreiras de pilotos como Nico Rosberg, Lewis Hamilton e Charles Leclerc.
Entrada na F1
Vasseur entrou na Fórmula 1 em 2016 como diretor da Renault, mas deixou o cargo após uma temporada devido a desacordos internos. Em 2017, ingressou na Sauber como diretor-geral, CEO e diretor da equipa, orientando a equipa numa reestruturação bem-sucedida para a Alfa Romeo Racing e melhorando o seu desempenho com pilotos como Leclerc e Kimi Räikkönen.
No final de 2022, foi nomeado diretor da equipa e diretor-geral da Scuderia Ferrari, tornando-se o segundo francês a liderar a icónica equipa, depois de Jean Todt. Sob a sua liderança, a Ferrari experimentou um ressurgimento, vencendo vários Grandes Prémios, além do segundo lugar no Campeonato de Construtores de 2024.
Para lá da Fórmula 1, Vasseur fundou a Spark Racing Technology, que fornece chassis para a Fórmula E, ressaltando o seu amplo impacto na engenharia e inovação do automobilismo.

O homem certo para levar a Ferrari à glória?
Frédéric Vasseur tornou-se diretor da Ferrari em janeiro de 2023, sucedendo a Mattia Binotto. Vasseur fez mudanças importantes, incluindo a contratação de Lewis Hamilton para 2025 e a gestão de transições da equipa técnica, como assumir o cargo de diretor técnico interino para o desenvolvimento do chassis em 2024.
Sob a sua liderança, a Ferrari venceu seis corridas sob a sua liderança, lutou pelo título de construtores até ao fim em 2024 e convenceu Lewis Hamilton a deixar a Mercedes para ingressar na Scuderia. Com a crescente pressão e problemas de desempenho, o papel de Vasseur está sob escrutínio, com rumores de possíveis substituições, incluindo Antonello Coletta, responsável pelo bem-sucedido projeto no WEC.

Resultado da Sondagem
Em resposta à pergunta “Será que a Ferrari deve dispensar Fred Vasseur?”, a grande maioria apoia a permanência do francês na Ferrari. 82,7% acreditam que Vasseur deve permanecer e apenas 17,3% defendem a saída do atual diretor da Scuderia.

Na resposta à pergunta “Onde está o maior problema da Ferrari?”, também a votação é clara. 76,7% acreita que os problemas da Scuderia vêm da Área Técnica (Desenvolvimento erapidez na melhoria dos carros), 11,4% apontam a liderança como o problema maiori da equipa e apenas 2,3% consideram os pilotos como a fonte dos problemas da equipa. 9,7% defendem que outros motivos estão na base do mau momento da equipa italiana.












