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34 Campeões do Mundo de F1, Fernando Alonso, foi o 26º…

José Luis Abreu by José Luis Abreu
27 Outubro, 2024
in Autosport Exclusivo, F1, FÓRMULA 1, Newsletter, Newsletter destaque
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F1: Poderá Max Verstappen rumar à Aston Martin?

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Nome: Fernando Alonso Díaz
Data de nascimento: 29 de julho de 1981 (43 anos)
Local de nascimento: Oviedo, Asturias, Espanha
Nacionalidade: Espanhol

Casado com Raquel del Rosario, cantora líder da bada El Sueño de Morfeo, em 17 de novembro de 2006, divorciou-se em dezembro de 2011. Depois de ter vivido em Oxford, mudou-se em 2006 para a Suíça, para uma casa em Mont-sur-Rolle, próximo do lago Geneve. Em fevereiro de 2010, quando se tormou empregado da Ferrari, voltou a mudar, agora para Lugano, de forma a ficar mais perto do seu novo local de trabalho. Pouco depois, porém, decidiu regressar a Oviedo, para ficar mais perto da família – o que lhe custou pagar em impostos cerca de 50 milhões de libras, pois sabe-se que a razão para a maior parte dos pilotos de F1 (e não só, também outros, desportistas mundiais…) escolherem a Suíça para terem residência se deve ao facto de, neste país, as taxas e impostos serem bastante mais baixas. Alonso, que gosta de andar de bicicleta e jogar futebol e ténis, tem um antigo samurai tatuado nas costas. Fala fluentemente inglês e italiano, além do espanhol materno.
Não gosta de sal na comida, mas a sua banda musical preferida é a Red Hot Chili Peppers. Atualmente, é dono da Alonso-Kart, uma empresa que vende chassis e peças para karts de várias marcas.

Michael Schumacher foi o rei indiscutível da Fórmula 1 no início da década de 2000, conquistando vitórias e campeonatos a um ritmo que era simplesmente inédito na altura. Seria necessário alguém muito especial para derrubar a lenda da Ferrari do seu trono – e o facto de ter sido Fernando Alonso a fazê-lo diz tudo o que é preciso saber sobre o espanhol. Ferozmente competitivo, Alonso não tem vergonha do seu talento, classificando-se a si próprio como 9/10 “em tudo”, e poucos conhecedores discordariam, com as suas performances na F1 caracterizadas por uma velocidade alucinante, um pensamento tático brilhante, uma arte de corrida exemplar, um olho afiado para os detalhes e uma determinação implacável para vencer.
Quebrador de recordes em série nos seus primeiros dias, foi – a dada altura – o mais jovem ‘polesitter’, vencedor de corridas, campeão do mundo e duplo campeão do mundo da F1, à medida que ia acumulando sucessos com a equipa Renault.
No entanto, nem mesmo Alonso conseguiu dar continuidade a essa fantástica carreira, não conseguindo acrescentar mais um título à sua coleção, apesar das passagens pela McLaren e pela Ferrari.
Mas depois de dois anos afastado das corridas de Fórmula 1 – e com duas vitórias em Le Mans no bolso – Alonso regressou com a Alpine em 2021.
Com a sua velocidade e determinação intactas, voltou a subir ao pódio nesse ano, mas frustrado pela fraca fiabilidade – e pela falta de um contrato a longo prazo – na época seguinte, optou por abandonar o barco mais uma vez.
E depois de oito pódios na sua primeira época com a Aston Martin, Alonso espera agora que seja com a equipa de verde que regressa finalmente às vitórias, pois tem assuntos pendentes com a F1…

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34 Campeões do Mundo de F1, Fernando Alonso foi o 26º

A 25 de setembro de 2005, ao conquistar o seu primeiro título de Campeão do Mundo, Fernando Alonso tornou-se no mais jovem piloto (aos 24 anos e 58 dias) de sempre a conseguir essa façanha, que duplicou um ano mais tarde, quando se tornou o mais jovem bicampeão

Fernando Alonso Díaz nasceu em Oviedo, nas Asturias, a 29 de julho de 1981. El Nano para os amigos de infância, é hoje considerado o mais completo piloto em atividade na F1. Onde assinou alguns records de juventude: em 24 de agosto de 2003, no Hungaroring, tornou-se o mais jovem vencedor de um GP de F1.
Filho de José Luis Alonso, um mecânico numa fábrica de explosivos e de Ana Díaz, uma empregada num armazém, Fernando era, portanto, de uma família de classe média absolutamente vulgar, sem grandes meios de subsistência para além do trabalho e, por conseguinte, sem fortuna pessoal. Isso mesmo se viu mais tarde, quando foi necessário fazer a escolha da sua carreira: ser piloto, ou outra coisa qualquer, como mineiro ou trabalhador fabril.
É que, apesar de não existir nenhuma tradição familiar digna de registo nos meandros do automobilismo de competição, o pai de Fernando sofreu de um bichinho quando jovem, tornando-se um empenhado piloto amador de karting. Isso foi mais que suficiente para querer transmitir essa paixão aos dois filhos: construiu um kart, a pensar em dá-lo à filha mais velha, Lorena, então com oito anos. Mas a pequena não tinha nenhum interesse em corridas, ao contrário do seu irmão mais novo, Fernando, com apenas três anos.

Início precoce
Fernando Alonso teve uma educação basicamente católica, frequentando uma escola particular em Oviedo, antes de ingressar no Instituto Leopoldo Alas Clarín, em San Lazaro. No entanto, quando decidiu que o seu interesse primordial estava no automobilismo de competição, o jovem asturiano abandonou a escola. Tinha 19 anos e, desde os 17 que estava a viver em Inglaterra, próximo da Universidade de Oxford, onde passava muito do seu tempo… a jogar computador ou em tertúlias com os amigos.
Porém, desde criança que participava em corridas de karting. Primeiro, apoiado pelo pai, que se tornou no seu mecânico. Depois, quando a coisa se tornou mais exigente em termos de dinheiros necessários, através da ajuda dos primeiros patrocinadores, atraídos por aquele jovem determinado, que vencia cada vez mais corridas. E campeonatos: entre 1993 e 1996, ganhou quatro campeonatos nacionais, começando na categoria Junior – e sagrando-se vencedor da Taça do Mundo desta categoria, no último daqueles anos. Nos dois anos seguintes, ganhou os títulos na Inter A em Espanha e na Itália, terminando em segundo lugar no Campeonato da Europa.

Em outubro de 1998, a sua estrela mudou, quando Adrián Campos deu a oportunidade ao jovem Fernando Alonso de experimentar, pela primeira vez, um monolugar. E, quando Alonso, ao fim de três dias de testes em Albacete, se revelou mais rápido que o piloto da equipa, Marc Gené, o antigo piloto da Minardi na F1 assinou um contrato com Alonso, para este ser o seu piloto no ano seguinte, no campeonato Euro Open MoviStar by Nissan, mais prosaicamente conhecido por Fórmula Nissan. E, na sua segunda corrida absoluta, de novo em Albacete, Alonso ganhou; na verdade, viria a sagrar-se campeão, na última jornada, ao ganhar a corrida a fazer a volta mais rápida, com um ponto de vantagem sobre… Manuel Gião! O prémio foi um teste com um Minardi de F1, sendo 1,5 segundo mais rápido que qualquer dos outros pilotos que rodaram no carro, na mesma ocasião.
No ano 2000, Fernando Alonso assinou com o Team Astromega para pilotar no Campeonato Internacional de F3000, considerado nessa altura o último patamar antes da F1. A temporada não correu muito bem – esteve seis provas sem pontuar, mas um segundo lugar no Hungaroring e um triunfo em Spa, as últimas duas corridas do calendário, permitiram-lhe terminar o campeonato em quarto lugar, com 17 pontos, atrás de Bruno Junqueira, que venceu, à frente de Nicolas Minassian e de Mark Webber. Isso abriu-lhe as portas da F1, através da Minardi.

Da Minardi aos títulos
A Minardi, em 2001, tinha sido comprada por Paul Stoddart e o PS01 nunca se revelou um carro rápido e, muito menos, fiável. Porém, isso não intimidou o jovem Fernando Alonso – o terceiro mais jovem piloto da história da F1 a estrear-se num GP, no seu caso na Austrália, a 4 de março de 2001. Neste GP, em Melbourne, Alonso foi mais rápido 2,6segundos que o seu colega de equipa, Tarso Marques e, por duas vezes, foi mais rápido em qualificação que os dois Benetton. Isso não deixou indiferente FlavioBriatore que, no final da temporada e apesar de Alonso nunca ter pontuado, o convidou para o papel de pilotos de testes. Para o jovem asturiano, esse ano sabático foi de intensa aprendizagem – até ser promovido a piloto titular da equipa, então chamada MildSeven Renault F1 Team, em 2003. Alonso agradeceu com o seu primeiro triunfo, na Hungria, tornando-se então o mais jovem piloto até então a ganhar na F1.
A temporada de 2004 não correu tão bem; Alonso nunca venceu, mas foi mais regular e terminou o campeonato no quarto lugar, atrás de Jenson Button, da BAR-Honda, e da dupla da Ferrari, formada por Rubens Barrichello e Michael Schumacher. Então, em 2005, dominou tudo e todos, com sete triunfos e 15 subidas ao pódio (em 19 GP), tornando-se o mais jovem campeão do Mundo até então. No ano seguinte, dobrou a dose, com outras sete vitórias e mais 14 presenças no pódio (em 18 corridas), sendo então o mais jovem bicampeão do mundo de sempre. Estes recordes apenas foram quebrados, em 2010 e 2011, por Sebastian Vettel.

Do inferno ao paraíso
Então, aureolado com dois títulos, Fernando Alonso cometeu um erro de avaliação: mudou-se para a McLaren, honrando o contrato assinado a 19 de dezembro de 2005, mais de um ano antes do término da sua ligação à Renault, que terminaria somente a 31 de dezembro de 2006. A 15 de dezembro deste ano, autorizado devidamente por Briatore, Alonso deu as primeiras 95 voltas ao volante de um McLarenMP4-21, em Jerez, ficando nessa altura a saber que o seu colega de equipa seria o jovem Lewis Hamilton, de há muito protegido da equipa então gerida por Ron Dennis.

Na sua segunda corrida com a McLaren, a 8 de abril de 2007, na Malásia, conquistou o seu primeiro triunfo com a sua nova equipa, que já não vencia desde 2005. Mas isso não foi suficiente para conquistar as boas graças dos responsáveis da McLaren – e muito menos do seu arrogante e ambicioso colega de equipa, Lewis Hamilton. A luta entre ambos, pelo título, foi dura e por vezes cruel; pela primeira vez, Alonso encontrou um adversário mais forte psicologicamente. Ao longo do ano e apesar de todas as dificuldades que encontrou no caminho, ganhou mais três corridas, o mesmo número de Hamilton. Na verdade, a luta na McLaren foi tão acesa e equilibrada, que tanto Alonso como Hamilton venceram o mesmo número de provas e subiram o mesmo número de vezes ao pódio, terminando mesmo o ano empatados, com 109 pontos. Todavia, essa mesma luta foi implacável no final: os dois não estiveram à altura nas últimas duas corridas, que foram ganhas por Kimi Raikkonen, da Ferrari, que festejou o improvável título no Brasil, por um ponto de diferença!

Foi a gota de água: a 2 de novembro de 2007, por mútuo acordo, Fernando Alonso e aMcLaren declararam encerrada a sua parceria, com o piloto a ficar livre para assinar com a equipa que quisesse para 2008, sem dar qualquer compensação monetária à McLaren. Então, Fernando Alonso regressou à Renault, onde ficou mais dois anos. Mas a equipa já não era a mesma que lhe tinha dado dois títulos no passado e, na verdade, Alonso sentiu-se sempre insatisfeito na casa (cada vez menos…) francesa. Somente ganhou duas corridas, no final da temporada de 2008, manifestamente aquém daquilo que ambicionava. Assim, depois de mais um ano sem grande acrescento ao seu palmarés, Alonso deixou a Renault,que entretanto tinha mudado de mãos e assinou com a Ferrari para 2010.
E, na Scuderia, encontrou de novo uma equipa que trabalhava à sua volta, de acordo com as suas exigências. Venceu na sua prova de estreia na Ferrari e, até ao final do ano, repetiu esse feito mais quatro vezes, sendo nitidamente mais forte e competitivo que o monolugar colocado à sua disposição. Mais: com uma parte final muito forte, garantiu o segundo lugar no campeonato, atrás do dominador Sebastian Vettel – que então lhe ‘roubou’ o recorde de campeão do Mundo mais jovem da história.
Foi para a McLaren em 2015, não correu bem, ‘GP2 engine’ ficou na história, mas ficou por lá até ao final de 2018. Saiu da F1, regressou em 2021 com a Alpine, mas as coisas voltaram a correr mal. Foi para a Aston Martin em 2023, e continua à procura de vitórias. E já não andou muito longe…
Os anos passaram, a história recente é mais conhecida, e aos 43 anos ainda sonha com aquele que seria o seu terceiro título de Campeão do Mudo de F1…

Tags: Fernando Alonso
José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

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