Apesar de um ritmo forte em todas as sessões, os BMW M Hybrid V8 não conseguiram concretizar as suas esperanças de alcançar os primeiros lugares nas 24 Horas de Le Mans. O BMW M Hybrid V8 #15, que tinha chegado à Hyperpole graças ao melhor tempo de qualificação de Dries Vanthoor, retirou-se após um grave acidente no sábado à noite.
Vanthoor foi empurrado para fora da pista por um Ferrari a cerca de 300 km/h na reta da meta e bateu com força nas barreiras da pista. Felizmente, Vanthoor saiu ileso, mas a corrida terminou para o carro, que estava a tentar regressar ao top 10.
Já o BMW M Hybrid V8 Art Car #20 também tinha ‘lutado’ para chegar aos dez primeiros a partir do 16º lugar da grelha quando Robin Frijns perdeu o controlo e embateu nas barreiras de pneus. Para honrar o projeto Art Car e recompensar a equipa WRT pelo seu trabalho árduo, o carro voltou à pista pouco antes do final, após uma longa pausa para reparação, e cruzou a linha de chegada, embora mal classificado.
Para Franciscus van Meel (CEO da BMW M GmbH): “Foi um fim de semana muito emotivo para toda a comunidade BMW M. Houve muitos altos e baixos, mas isso só nos aproximou mais. As primeiras horas da corrida foram difíceis, com erros e acidentes, e rapidamente perdemos três dos nossos quatro carros. No entanto, com uma força unida, conseguimos colocar o BMW M Hybrid V8 Art Car #20 de volta na pista para que pudesse retomar a corrida no final e cruzar a linha de chegada. Para o BMW M4 GT3 #31, o segundo lugar no final. Foi o primeiro pódio da BMW em Le Mans desde 2011. Foi um final conciliador do ponto de vista desportivo”.
Para o diretor da WRT, Vincent Vosse, é muito difícil aceitar o incidente que redundou em acidente, provocado por Robert Kubica, e especialmente a ‘clemência’ da penalização do Ferrari. Dries Vanthoor, ficou fora de prova, o Ferrari foi penalizado em 30 segundos depois de andar muitas horas na frente da corrida. O Ferrari #83 foi penalizado, mas teve a sorte das regras do safety car, hoje em dia, juntarem todos os carros na volta da frente quando a corrida é neutralizada.
Dries Vanthoor mostrou o seu desagrado no X (ex-Twitter): “Obrigado por todas as vossas mensagens, estou bem! Só uma pequena concussão! Foi um mau dia para o nosso desporto, empurrar alguém a 300km/h e receber uma penalização de 30 segundos. Desculpem @FIAWEC, estou a perder a confiança”.
É uma questão que vem desde sempre, as penas não serem proporcionais ao mal que causam…
E não é só nos automóveis…
É verdade que está nas regras ignorar as consequências quando se trata de sanções e punir as acções, pelo que a sanção deve ser a mesma, independentemente de quem é, quando acontece na corrida ou os efeitos que tem. Mas é injusto para quem lá fica. Muito injusto.
O diretor da WRT, Vincent Vosse, é de opinião que uma penalização de três ou cinco minutos era adequada, mas Vosse ressalva, por conhecer bem Robert Kubica, que com o Team WRT venceu a ELMS e WEC na classe LMP2 com a equipa belga em 2021 e 2023: “Para um desportista do seu nível – e ele é mesmo um desportista, porque o vejo assim – tenho de dizer que, infelizmente, fiquei desiludido com a situação” disse ao Autosport inglês.












