A Red Bull apresentou em 2023 um monolugar altamente competitivo e dominou por completo a Fórmula 1. Apesar de terem vencido 21 das 22 provas realizadas este ano, Max Verstappen triunfou por 19 vezes, enquanto Sergio Pérez alcançou o primeiro lugar nos Grande Prémios da Arábia Saudita e Azerbaijão. Por isso, o diretor técnico da equipa de Milton Keynes admite que a equipa falhou em apenas um capítulo durante este ano. Não foram capazes de entender como fazer para permitir que o piloto mexicano conseguisse tirar partido de todo o potencial do RB19.
“Um carro rápido é um carro que permite ao piloto dar o máximo de si”, disse Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull, ao Formule1. “Falhamos nesse aspeto porque apenas um piloto, o Max [Verstappen] neste caso, conseguiu lidar bem com o carro. É esse o talento do Max, que conseguiu utilizar bem o carro ao longo da época e em diferentes condições”. Em sentido oposto, esclareceu Waché, a equipa pode “não ter compreendido corretamente o que o Checo [Sergio Pérez] precisava para tirar o máximo partido do RB19”.
Christian Horner sublinhou que será sempre difícil manter a diferença de ritmo para as equipas adversárias e muito mais será repetir em 2024 a temporada que tiveram este ano. No entanto, Waché assegura que não há desculpas na Red Bull para perder para os adversários. “Na Red Bull temos basicamente todos os recursos e, por isso, não há desculpas para perder. Pelo menos para mim, que sou um perfecionista”. O engenheiro francês explicou que “ao nosso nível, não é a perfeição, que nunca se atinge, que é importante, mas sim a atenção aos pormenores. Porque é assim que fazemos a diferença. Na nossa profissão, um carro que é 1% mais lento é um carro mau, o que é bizarro quando pensamos nisso”, concluiu.
Foto: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull Content Pool












