George Russell terminou a sessão de qualificação do Grande Prémio de Las Vegas com uma diferença curta para o registo de Max Verstappen, ao contrário do que aconteceu com Lewis Hamilton, que foi eliminado na Q2. Enquanto o mais jovem dos pilotos britânicos da Mercedes se sentiu confiante no W14, tirando o máximo partido da performance do monolugar, Hamilton teve dificuldades com a aderência dos pneus, levantando algumas preocupações para a corrida de amanhã.
Russell terminou a qualificação a 0.386s do tempo que valeu a conquista da pole position por parte de Charles Leclerc e a 0.008s do registo de Max Verstappen, o terceiro mais rápido. Satisfeito pela curta margem perdida para o neerlandês, sabendo de antemão que os Ferrari estavam mais rápidos e seria muito difícil alcançá-los, Russell admite ter algumas preocupações com o “total desconhecimento” do comportamento dos pneus e a sua degradação na corrida de amanhã.
“Estes pneus não estão a funcionar neste circuito em condições de corrida. Desgastam-se porque estão muito frios. Não foram concebidos para trabalhar nestas condições de temperatura baixa. A equipa que sair vencedora será a equipa que conseguir mantê-los em condições. Se conseguirmos mantê-las dentro de um limite, é fácil fazer uma paragem. Assim que se ultrapassa esse limite, é irrecuperável. E pode ser necessário fazer duas ou três paragens. Neste momento, estamos todos a tentar encontrar uma solução. Como é que vamos abordar a corrida? Ainda não usamos o pneu duro e talvez seja muito melhor do que o médio e não entre em granulação”, afirmou o piloto da Mercedes.
Lewis Hamilton justificou a sua eliminação na Q2 com a “falta de aderência”, faltando desempenho às borrachas, mas admitiu que é um “problema que tenho há algum tempo”. Ao mesmo tempo, e depois de se debater com problemas de granulação e degradação dos pneus na sexta-feira, Hamilton acredita que as alterações que se fizeram no seu monolugar podem funcionar melhor em ritmo de corrida.
Nas simulações de sexta-feira, a Mercedes apresentava um ritmo de corrida abaixo da Red Bull e Ferrari, perdendo cerca de 0.39s por volta, tendo atrás de si a Aston Martin em termos de performance.
Na corrida, e depois do abandono em São Paulo, Russell espera ter “uma corrida limpa”. “Esta tem sido a época mais confusa da minha vida. Todos os fins de semana limpos que tive, foi quando o carro estava lento. Quando o carro está rápido, é quando tudo acontece, sejam erros da minha parte, ou uma estratégia infeliz, ou abandonos”, afirmou o piloto. A atenção está no que faz a “Ferrari, que está apenas a 20 pontos de diferença. Devem estar a tentar um duplo pódio, Charles é definitivamente o favorito. É limitar os danos, mas se houver oportunidade, vamos tentar”, concluiu.
Foto: Jiri Krenek









