O prazo do acordo de fornecimento de unidades motrizes e outros componentes entre a Renault e a Andretti expirou, como demos conta na semana passada, mas o Presidente da FIA garante que, conseguindo o lugar na grelha da Fórmula 1, a equipa norte-americana pode contar com motores para competir, mesmo que não alcance um novo contrato de fornecimento, porque o regulamento assim o exige.
A equipa de Michael Andretti está obrigada a negociar para tentar alcançar um acordo com o mesmo ou outro fornecedor de motores, caso tenha lugar na Fórmula 1 – como sabemos falta a luz verde da Formula One Management (FOM) e do acordo comercial entre as partes – mas caso não consiga contratualizar a compra de unidade motrizes, Mohammed ben Sulayem diz que o regulamento exige que um dos dois fabricante com menos equipas clientes têm de o fazer, obviamente com o pagamento da Andretti. A exceção é feita aos novos fabricantes, neste caso a Audi, que tem apenas o fornecimento à Sauber. Assim sendo, sobram a Honda – que fornecerá a Aston Martin em 2026 – e a Renault, cujas unidades equipas apenas os carros da Alpine.
O Presidente da FIA salienta que a ideia é que a Andretti venha a competir com motores fabricados com o seu parceiro GM Motors, mas como não se pode desenvolver em pouco tempo as unidades motrizes, “no início, a Andretti terá de concordar com um de dois motores”. Mohammed ben Sulayem salienta que, segundo as regras atuais, “ninguém pode lhes dizer não. Se todas as equipas disserem que não, a FIA tem o poder de dizer que, os dois [fabricantes de motores] menos usados, têm de ser sorteados e escolhemos um”, acrescentando que “tenho a certeza de que será a Alpine ou a Honda, e uma delas será a sorteada, porque são essas as regras”.
Foto: Penske Entertainment: Chris Owens










