A FIA e o Promotor do WRC já perceberam que têm de fazer alguma coisa pelo WRC. Provavelmente, o que, lentamente, já estavam a fazer há muito tempo. É que a semana do Rali de Portugal foi muito profícua em declarações de vários quadrantes, e de repente nas Media Zone não se falava de mais nada que não fosse o futuro do WRC.
Em Portugal, houve uma reunião da FIA com o Promotor do WRC e as equipas, reunião essa que de diferente das anteriores teve somente o ónus da maior urgência pois se até aqui só se ouvia aqui e ali falar-se do futuro do WRC, agora não se fala doutra coisa.
É certo que o carro atual é para ficar durante algum tempo, mas pode mudar. Há forte vontade de ter um sistema híbrido melhor, o atual deixa algo a desejar, e o facto de não estar a evoluir como as equipas precisavam e já esperavam nesta altura, não ajuda nada.
Certo é que a parte elétrica deve manter-se, porque seria um enorme passo atrás deixar de a ter, mas também não é impossível que aconteça. O combustível sustentável da P1 Motorsport é um bom passo, mas há algo muito mais importante que tudo isto: o formato dos ralis, e não falamos especificamente de traçados, percurso, mas sim tudo o que fica à volta dos eventos do WRC. Marketing, relações públicas, redes sociais, está a olhar-se para um pouco de tudo, há muita gente com opiniões, e até os pilotos devem reunir com a FIA e o Promotor na Sardenha.
Os pilotos são parte interessada no futuro do WRC, mas também os adeptos o são e por isso perguntamos-lhe o que faria nos eventos do WRC que entenda poder contribuir para a recuperação do estatuto do WRC, que o Mundial de Ralis já teve, e tem vindo a perder ao longo do tempo.
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