Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) ficaram hoje mais perto de regressar aos triunfos no Mundial de Ralis, já que vão arrancar para a derradeira etapa do Rali da Croácia, quarta prova do WRC 2023, com uma liderança de 25.4s face a Ott Tänak/Martin Järveoja (Ford Puma Rally1), que tiveram problemas técnicos no seu Ford Puma e com isso interromperam a recuperação que estava a fazer e que os colocou na PE14 a 12.5s dos líderes.
Evans assumiu o controlo da prova logo no início do dia, quando Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1), que lideravam com 5.7 segundos de avanço na sexta-feira à noite, saíram de estrada na PE11 e deixaram o comando para o piloto da Toyota.
O belga deixou fugir a traseira do Hyundai i20 N Rally1 e colidiu com um bloco de betão que causou graves danos na roda e nos componentes da suspensão traseira esquerda. A sua saída deu a Evans uma boa vantagem saudável de 22.6s a meio do dia, mas Ott Tänak atacou de tarde e reduziu essa margem para quase metade, isto quando faltavam ainda dois troços para terminar o dia. Contudo, o estónio foi impedido de andar mais depressa devido a uma falha técnica – o travão de mão deixou de funcionar – o que lhe custou um tempo valioso no final do dia, terminando-o a 25.4s da liderança. Só nesse último troço perdeu 11.4s.
Caso Evans vença este ralis, será o primeiro desde o Rally da Finlândia de 2021, há mais de 18 meses.
Esapekka Lappi/Janne Ferm (Hyundai i20 N Rally1) manteve o seu Hyundai em terceiro, apesar da clara falta de confiança em alguns troços, especialmente os que estiveram demasiado sujos. Um meio pião na PE13 não ajudou, embora o finlandês tenha pressionado um pouco mais durante a tarde, terminando o dia a 30.0s de Tänak.
Sébastien Ogier/Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) começaram mal o dia, já que foram penalizados num minuto devido a terem apertado mal o cinto de segurança após ter parado no troço para mudar uma roda furada. O tempo que ganharam com isso, perdeu a quadruplicar com a penalização. E ainda voltou a penalizar mais 10 segundos com um problema técnico numa ligação. Mas o francês, que triunfou nesta prova em 2021, subiu de sétimo para quarto da geral, depois de ter sido o mais rápido em três troços. Atrás deles ficaram Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1) e Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1), depois de ambos terem passado Pierre-Louis Loubet/Nicolas Gilsoul (Ford Puma Rally1), que teve dificuldade em fazer funcionar os pneus duros que escolheu.
No WRC2, Yohan Rossel/Arnaud Dunand (Citroën C3 Rally2) terminaram o dia em oitavo da geral na frente do WRC2, com Nikolay Gryazin/Konstantin Aleksandrov (Škoda Fabia RS Rally2), 11.5s mais atrás, depois de terem começado o dia a trinta segundos. Nicolas Ciamin/Yannick Roche (Volkswagen Polo GTI R5) chegaram a passar Gryazin na PE12 e a ascender ao segundo lugar, mas uma saída de estrada no começo da tarde levou-os a abandonar. Quem aproveitou foram Emil Lindholm/Reeta Hämäläinen (Škoda Fabia RS Rally2), mas estão muito longe da frente, bem como Sami Pajari/Enni Mälkönen Škoda (Fabia RS Rally2), Adrien Fourmaux/Alexandre Coria (Ford Fiesta Rally2) e Gus Greensmith/Jonas Andersson (Škoda Fabia RS Rally2) que se foram atrasando desde cedo no rali.
O dia final disputa-se a norte de Zagreb e apresenta as estradas mais largas e rápidas do fim-de-semana pelo que é muito mais difícil recuperar tempo. O troço de abertura Trakošćan – Vrbno (13,15km) começa perto de um castelo à beira de um lago do século XIII no meio de um cenário deslumbrante e é seguido por Zagorska Sela – Kumrovec (14,09km). Ambos são feitos duas vezes, levando o total do dia a 54,48km.
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