Pierre Gasly está perto do limite máximo de pontos de penalização, 12 pontos num prazo de 12 meses. Se isso acontecer até ao próximo mês de maio – mês em que os primeiros pontos caducam – o piloto francês terá uma suspensão automática de uma corrida. Nunca aconteceu na Fórmula 1 desde que os regulamentos foram alterados, mas tem vindo a acontecer na Fórmula 2 com alguns pilotos. O maior problema é que a maioria dos pontos de penalização têm sido acumulados devido a excesso na utilização dos limites de pista, algo que tem levantado algumas questões aos pilotos de Fórmula 1, que consideram uma penalização excessiva.
Alex Albon considera que o sistema atual é demasiado penalizador sobre atos que não são perigosos.
“Também tenho muitos pontos e concordo completamente com Pierre”, disse Albon. “Acho que tenho três pontos que foram dados por causa dos limites de pista, o que não é de todo perigoso. Não estou a prejudicar nenhum outro piloto ou a mim próprio nessa situação. Penso que tenho mais dois pontos por acidente com [Lance] Stroll em Jidá, que, como pilotos, considerámos não ter sido culpa minha. Portanto, há muitos pontos que penso não ter merecido”. O piloto da Williams pensa que deve haver uma mudança no regulamento, porque “não creio que nenhum de nós seja um piloto perigoso”.
Também Valtteri Bottas deu o seu apoio a Gasly, concordando com Albon que algumas penalizações são pesadas e que é necessário mudar essa situação. “Do meu ponto de vista, haverá algumas mudanças para o futuro, porque, com certeza, alguns dos pontos que [Gasly] tem vindo a receber, não é por ser perigoso. Penso que os pontos só devem ser dados quando somos realmente perigosos e podemos prejudicar-nos ou a outra pessoa em pista”. O finlandês da Alfa Romeo espera ver “progressos, mas penso que Pierre não mereceria estar numa situação desse tipo, no limite. Essa é a regra agora, mas o principal é a forma como agimos no futuro”.
Sergio Pérez acrescentou que houve pontos de penalização dados a Pierre Gasly que “nem sequer estão relacionados com a sua condução”, sugerindo que “quando não está relacionado com má condução ou erros, não deve haver penalização, e será realmente mau se ele acabar por perder uma corrida por causa disso”, concluiu.











