A Aston Martin apresentou no Grande Prémio da Hungria uma nova asa traseira que foi tema de discussão durante alguns dias. A equipa de Silverstone produziu, já com supervisão do diretor técnico Dan Fallows que veio da Red Bull, uma asa traseira que aproveitou algumas lacunas no regulamento técnico de 2022 e apresentando uma placa perpendicular à superfície da asa e paralelo ao fluxo de ar, designada pelo termo ‘endplate’. Apesar de estas terem sido banidas do regulamento para não desestabilizar o fluxo do ar, a asa traseira da Aston Martin é totalmente legal, mas a FIA quer ‘apertar’ o regulamento, não permitindo que surjam mais componentes que, mesmo sendo legais, prejudiquem as corridas.
A Aston Martin utilizou este componente na pista da Hungria e em Zandvoort, durante o GP dos Países Baixos, por serem traçados que obrigam a um maior ‘downforce’ e deverá reaparecer em Singapura.
“Esperamos completamente que seja banido para o próximo ano porque não é uma direção que a FIA queira seguir, e eles disseram-nos isso”, disse Andy Green, o responsável técnico da equipa britânica à publicação The Race. “Discutimos com o comité técnico consultivo e todos concordaram que iremos alterar ligeiramente os regulamentos para não permitir este projeto no futuro”.
A FIA acabou por confirmar à mesma publicação, através de um comunicado, que estão a discutir “potenciais ajustamentos” ao regulamento técnico para 2023 com as equipas, depois de não anteciparem a apresentação deste tipo de componentes pelas equipas. Os responsáveis da Aston Martin salientaram que o design da asa traseira é totalmente legal à luz das atuais regras e que durante o processo de produção do componente a FIA foi sempre informada.












