Charles Leclerc arrancou desde a parte de trás da grelha de partida, mas ao contrário de Max Verstappen, não foi além do sexto lugar final. O piloto monegasco perdeu o quinto posto que tinha cimentado com uma última tentativa da Ferrari em “roubar” o melhor tempo por volta que pertencia ao líder do campeonato. Leclerc foi penalizado por exceder o limite de velocidade no pitlane e com isso perdeu mais dois pontos, mas o piloto só ficou a saber do sucedido a caminho das entrevistas pós-corrida e ainda não tinha discutido essa situação com a equipa.
Sobre a corrida, Leclerc explicou que após o primeiro turno com pneus médios tirou partido do seu carro, mas no segundo ‘stint’ não havia muito mais para recuperar, tendo uma diferença muito grande para George Russell.
“Era nono classificado e tudo parecia correr bem, devo dizer, mas depois temos de parar e voltar a fazer tudo de novo. Não é o ideal e colocou-nos mais dificuldades. O primeiro turno com os pneus médios correu bem, no segundo tentei gerir para ir até ao fim, não havia nenhuma recompensa em correr riscos, o piloto à minha frente estava a 15 ou 16 segundos para eu forçar o andamento, estava apenas à espera da corrida”, explicou Leclerc ao microfone da SportTV, acrescentando que “no segundo turno com pneus médios, discutimos as opções porque não sabíamos, como todos os outros, o que aconteceria com estas condições [de pista]. Não me arrependo dessa decisão”.
Com este resultado em Spa-Francorchamps, Leclerc perdeu o segundo posto do campeonato de pilotos para Sergio Pérez e espera que a equipa encontre respostas para a diferença de ritmo para a Red Bull no regresso da Fórmula 1 às pistas depois das férias. “Não faço ideia [como surgiu a diferença de ritmo entre ambas as equipas] e temos que descobrir. Porque isso será fundamental para o futuro, não apenas para este ano. É uma enorme diferença entre uma corrida e outra e temos de perceber o que aconteceu”.
O piloto monegasco espera que até à próxima semana a equipa consiga perceber o que aconteceu na Bélgica. “Espero perceber o que aconteceu aqui antes de Zandvoort, porque podemos ter surpresas e não conseguir estar tão próximos como estivemos na primeira metade da época”, concluiu.











