Charles Leclerc bateu a concorrência e garantiu a presença da Ferrari no mais alto lugar do pódio pela segunda semana consecutiva. Como tinha acontecido no último fim de semana, esta voltou a ser uma corrida muito emocionante, cheia de batalhas, estratégias e surpresas, num fim de semana que começou com a pole position e vitória na corrida ao sprint de Max Verstappen (Red Bull).
Quanto aos pneus, Leclerc e Verstappen seguiram a mesma estratégia: um stint inicial com o composto médio (P Zero Amarelo) seguido de mais dois com o composto duro (P Zero Branco) e um stint final novamente com o médio, aproveitando a interrupção do safety car virtual.
Esta corrida ficou marcada por uma interessante diversidade estratégica. Se contarmos as opções dos pilotos da Mercedes, que ocuparam a terceira e a quarta posição, podemos verificar a existência de três táticas distintas entre os quatro primeiros.

Neste contexto é curioso perceber como funcionaram os pneus:
DURO C3: registou um nível de degradação superior ao esperado, provavelmente devido ao facto de as equipas não terem tido tempo para testar o composto devidamente durante os treinos livres. Quatro pilotos iniciaram a corrida com duros, incluindo Alonso, que realizou um stint inicial razoavelmente longo, que foi fundamental para progredir na classificação até aos pontos.
MÉDIO C4: foi a opção preferida para o início da corrida. Os Ferrari completaram um stint inicial particularmente longo com este composto para consolidar a vantagem. Max Verstappen registou a volta mais rápida com pneus médios.
MACIOS C5: fundamental nos dias anteriores, mas as altas exigências da corrida em termos de tração e o seu alto nível de degradação não o tornou adequado para stints longos.
Para Mario Isola: “Estamos muito contentes com a corrida, os três compostos mostraram bons níveis de versatilidade e desempenho em diferentes monolugares e configurações durante os três dias deste Grande Prémio, que incluiu uma corrida Sprint, realizado numa pista única como Spielberg.
E tudo isto acontece apenas uma semana depois de Silverstone, dois circuitos muito diferentes, mas em que a combinação entre os novos monolugares e pneus proporcionou um grande espetáculo.
Voltando à corrida, o composto médio apresentou um excelente desempenho, enquanto o composto duro apresentou um nível de degradação maior do que o esperado – provavelmente porque as equipas não tiveram tempo de testá-lo em condições de corrida durante os treinos livres, uma vez que a corrida Sprint diminui o tempo disponível para os testes.
Grande parte da degradação deveu-se ao tráfego que se foi gerando, isto porque a pista possui uma volta muito curta, o que proporcionou várias batalhas de ultrapassagens, com manobras que aumentam a exigência energética dos pneus.
Em resumo, estamos satisfeitos com os comentários positivos sobre o trabalho realizado até ao momento, embora, na nossa sede em Milão, não haja descanso: ficaremos no Red Bull Ring até quarta-feira para o último teste de desenvolvimento dos pneus de 2023, que contarão com a participação de quatro equipas.”










