Spoiler Alert! Um dos episódios da 4ª temporada do Drive to Survive da Netflix, é quase totalmente dedicado à Haas e mesmo Nikita Mazepin já sendo passado na F1, pelos motivos que conhecemos, não posso deixar de revisitar o tema, pois o que se vê (imagine-se o que não se vê) é mau demais para ser verdade.
É quase inacreditável a forma como Dmitry Mazepin, pai de Niki Mazepin, e o piloto, seu filho, ‘jogam’ para tentar mudar algo, ‘disparando’ para todo o lado menos para o que era por demais evidente a todos: a qualidade do próprio piloto.
Guenther Steiner deixou claro que o patrocínio da Uralkali foi decisivo para que a equipa se mantivesse, mas ao fim de quatro corridas, Dmitry Mazepin estar a ameaçar que tirava o tapete e ia-se embora, é mau demais para ser verdade.
Nas três primeiras corridas: na primeira não passou das primeiras três curvas, em Imola colocou Nicholas Latifi fora de pista e em Portimão, voltou a sair de pista. Mick Schumacher estava a ir bem, e quando se chegou a Barcelona, uma pista que Mazepin conhecia bem, esperava-se que as coisas mudassem, mas nada disso sucedeu. Voltou a sair de pista, e a partir daí começa a carregar em tudo e mais alguma coisa: Porque é que é mais lento em reta que o Schumacher, porque é que pede alterações ao carro e este faz o contrário do que pede, porque é que os outros melhoram na 3ª volta e eu não consigo, “não percebo como ele (Schumacher) anda e eu não…”. Só mesmo ele é que não queria perceber…
Resumindo porque a história é longa: trata-se de um piloto e de uma entourage à sua volta que nunca quiseram aceitar que o problema não era o carro, as afinações, os engenheiros, os mecânicos, mas sim ele próprio, estar longe de ser um piloto aceitável para a atual F1.
É verdade que no passado já existiram piores, mas o que vídeo que vai ver aqui em baixo mostra muito. O debriefing e a conversa que se vê no vídeo são surreais. É mesmo alguém que quer acreditar que tudo o que está à volta dele está mal e não aceita que o único problema é mesmo ele próprio. “Não há uma fórmula mágica para o carro”, disse-lhe Guenther Steiner. Na corrida de Espanha o engenheiro disse-lhe: “Se acelerares, talvez ajude…”. Isso devia ser suficiente para o fazer perceber.
Mas o que se seguiu foram as ameaças que o pai tiraria o dinheiro.
É pena que o piloto tenha saído pelas razões que se conhecem. Mas a verdade é que não faz falta nenhuma. Gente com este ‘mind set’ não devia estar na F1. Infelizmente, o dinheiro continua a comprar muita coisa no desporto. Eu sei que é ingénuo pensar que isso pode mudar, mas a esperança é a última coisa a morrer…












