A Aston Martin esteve longe de deslumbrar nos testes, mas ninguém duvide que Lawrence Stroll tudo vai fazer para colocar a equipa no topo dentro de alguns anos. Já começou pela fábrica, e isso vai acabar por produzir efeitos. Para já, e depois do erro cometido em 2021 com o seu monolugar, espera-se bem mais este ano, ainda que para já não tenha mostrado nada de especial. Não surgiram no topo das folhas de tempos, mas olhando com mais atenção parece que o AMR22 é bom para o 2º pelotão. Quanto, logo se vê…
Depois do ano zero que foi 2021, com o regresso da Aston Martin à F1, agora sob a batuta de Lawrence Stroll, a equipa britânica olha também a longo prazo. O investimento que está a ser feito em infraestruturas e staff é considerável, mas são mudanças que demoram tempo a dar frutos. Stroll entendeu isso e falou de um plano a cinco anos até chegar ao topo, o que dará tempo para concluir a nova fábrica, o novo túnel de vento e toda a estrutura pensada para a equipa de F1.
Assim, não é expectável que a Aston Martin possa ser uma candidata a vitórias a curto prazo. No entanto, não podemos esquecer que este departamento técnico é baseado no da Force India/Racing Point, que ficou conhecido por fazer muito com pouco.
Como tal, apesar de não serem candidatos a vitórias, podem e devem ser candidatos ao top 5. Para já foi uma das equipas que mais surpreendeu com o seu conceito aerodinâmico (afastando de vez as críticas da cópia à Mercedes). Resta saber se a aposta dará resultados. A estrutura diretiva também sofreu alterações, com a saída de Otmar Szafnauer para a entrada de Mike Krack, vindo da BMW (uma mudança à imagem do que fez a McLaren com Andreas Seidl). Szafnauer era uma peça importante da equipa por isso há curiosidade para ver como a nova estrutura se articula. Do lado dos pilotos, estabilidade com a dupla a ser mantida o que é sempre um aspeto positivo para o trabalho com os engenheiros. Ainda não veremos a Aston que Stroll quer, mas se virmos uma Aston melhor que em 2021, será um bom passo.










