O Autodromo Hermanos Rodriguez dá-nos sempre imagens fantásticas. Seja F1 ou Fórmula E, as bancadas estão sempre repletas de gente, que vibram a cada volta e que dão um colorido único às corridas. Esta é a forma mais “simples” de manter as grandes competições. No final do dia, imagens de bancadas cheias de fãs são sinónimo de eventos sucesso e as competições querem sempre estar associadas a isso. A organização e os fãs estão de parabéns pelo espetáculo que dão e o prémio pode ser manter os grandes campeonatos durante mais tempo.
Há um exemplo semelhante em Portugal com Vila Real a ter conquistado os responsáveis do WTCC / WTCR com o calor do seu público, especialmente com a vitória de Tiago Monteiro. O Rali de Portugal também é um excelente exemplo de como a força dos fãs “obriga” as competições a ficar. Não podemos esquecer que é fundamental a qualidade das organizações mas, nesse capítulo, estamos bem servidos. E o melhor prémio que se pode dar às organizações é mesmo ir ver ao vivo as provas.
Claro que no mundo das corridas o dinheiro fala mais alto, mas por vezes há argumentos que pesam mais mas, neste momento, retirar competições dos palcos onde há mais fãs é uma decisão que nem sempre os responsáveis estão dispostos a tomar. Entre as imagens cinzentas e frias de bancadas vazias e o calor humano das bancadas cheias, a decisão por vezes torna-se óbvia.
México conquistou as grandes competições porque investe muito, porque faz festas grandiosas, mas acima de tudo, porque o seu público vibra com as corridas e prefere ver nas bancadas do que na TV. Isso faz toda a diferença












