2022 traz várias alterações na Fórmula 1, uma das quais – que tem colocado alguns desafios às equipas – é o novo combustível E10, com 10% de etanol. No entanto, a Fórmula 1 quer dar mais um passo em frente e cortar mais as emissões e para isso vai introduzir um novo combustível sintético em 2030, que segundo Pat Symonds, será primeiro introduzido e testado nas fórmulas juniores, F2 e F3.
“Introduziremos combustíveis sustentáveis na Fórmula 2 e na Fórmula 3 antes de o fazermos na Fórmula 1”, disse o diretor da FIA, citado pelo Racefans.net. “A razão para isso é que a Fórmula 2 e a Fórmula 3 utilizam um único tipo de motor, utilizam um único tipo de combustível. Portanto, temos de fazer o trabalho uma vez. E, para ser honesto, não tem de ser perfeito. Com a Fórmula 1, temos várias empresas de combustível envolvidas, temos diferentes tipos de motores e tem de ser perfeito. Não podemos produzir um combustível que possa beneficiar um motor em detrimento de outro. Portanto, é um grande problema”.Uma das maiores questões que Symonds identificou para produzir o combustível sintético é onde produzir a grande quantidade que é preciso para uma época de Fórmula 1.
“A F1 também enfrenta o desafio de obter um fornecimento suficientemente grande de combustível sustentável para uma época completa. Utilizamos uma quantidade razoável de combustível, cerca de um milhão de litros por ano. Isso não é muito em termos reais, mas temos de decidir onde produzir: é um pouco demais para fazer em laboratório e não é o suficiente para fazer numa fábrica própria”. A solução passa, segundo o responsável, por duas fábricas que estão a ser construídas para o efeito e que estarão a trabalhar com a FIA e F1 em 2023.











