Muitos adeptos continuam a inundar as redes sociais com a história dos carros a pilhas, mantendo-se agarrados ao passado. Não vai faltar muito tempo em que terão de fazer uma opção: ou escolhem outro hobby, que não os “carros a pilhas”, ou tentam encontrar no que aí vem, algo a que se agarrar.
Tendo como exemplo o WRC, ainda se vê gente, desatenta, é certo, que ainda não perceberam que os carros vão continuar a “fazer barulho”, pelo que, pelo menos durante mais alguns anos, isso não vai ser problema no WRC.
Mas o comboio não pára e o Dakar já traçou uma linha na areia do deserto: 2030.
O ‘Dakar Future’, lançado ainda em 2021, colocou em marcha um plano de transição energética para fomentar o desenvolvimento de motores alternativos e reduzir as emissões relacionadas com a organização do Rali Dakar.
Só este ano, cinco veículos de mais baixas emissões (os protótipos Audi e os camiões Riwald e Hino) já estão a correr no Dakar.
O número de projetos que envolvem uma vasta gama de tecnologias nos próximos anos continua a crescer. O objetivo, visa restringir as categorias de carros e camiões a veículos de baixas emissões a partir de 2030. A utilização de biocombustíveis será promovida a partir de 2023.
Não há volta a dar. Até dou de barato que a solução para a indústria não passa só pelos carros elétricos, julgo que até longe disso. Mas passa por alternativas à combustão, pois a pressão ‘verde’ vai acentuar-se e os construtores de automóveis não vão poder fugir dela.
Muito menos o desporto motorizado. Portanto, convertam-se ou preparem-se para a despedida.











