Depois da última corrida do ano ter terminado, a discussão sobre a decisão do diretor de corrida assumiu contornos épicos na comunidade da Fórmula 1 e depois a decisão dos comissários desportivos foi também altamente criticada, levando mesmo que a Mercedes não se apresentasse num evento pré gala da FIA e na própria gala, apenas foi representada por James Allison. As críticas ao diretor de prova e aos comissários desportivos, do lado da Mercedes bem como da Red Bull, foram recorrentes durante toda a época e por isso, o presidente cessante da FIA, Jean Todt, afirmou em entrevista depois do evento de entrega de prémios da federação internacional, que o órgão talvez esteja a ser demasiado permissivo.
“Estive a ler hoje na revista desportiva francesa l’Equipe, o presidente do clube de futebol de Lyon, que é uma das equipas mais importantes, foi banido por 10 [jogos] porque falou mal do árbitro. Por isso, talvez estejamos a ser demasiado permissivos”, afirmou Jean Todt, citado pela publicação The Race.
Sobre a decisão da Mercedes de não participar na sessão fotográfica da FIA dos carros vencedores do campeonato mundial, quer de F1 quer de Fórmula E, bem como sobre a ausência de Toto Wolff e Lewis Hamilton na noite de entrega de prémios da FIA, Todt acrescentou que a gala é um evento para celebrar e não para criar controvérsia.
“Esta noite devemos celebrar em vez de tentar entrar em qualquer tipo de controvérsia. De certa forma, lamento porque a Mercedes deveria ter melhor recompensa. Oito vezes campeão mundial entre os construtores e é único. Este jovem [Verstappen] fez um trabalho notável, é isso que devemos fazer em vez de dizer: vamos castigar porque ele não vem ou ele disse isso? Honestamente, não creio que seja essa a plataforma para falar sobre isso, deveríamos estar acima disso. Passei 12 anos como presidente da FIA e as pessoas perguntaram-me ‘qual é o seu sentimento?”, e eu sou muito sincero e digo 70% estou feliz por sair e entre os 70% é por causa de coisas como esta”.









