De tudo o que foi dito sobre a corrida em JIdá, talvez nos tenhamos esquecido de uma das estrelas da corrida que por pouco não voltou a subir ao pódio. Esteban Ocon foi dos melhores desta noite e apenas uma máquina inferior ao Mercedes de Valtteri Bottas o impediu de voltar a erguer um troféu.
Esteban Ocon começa a ser um caso particular na F1. O ano de 2021 tem sido de altos e baixos, mas começamos a ver um padrão… Ocon parece superar-se quando está em posições de destaque.
O jovem francês que foi campeão da F3 europeia e do GP3 (tendo passado para o DTM antes da sua primeira experiência na F1), era visto como um dos grandes talentos para o futuro, com a sua carreira a ser gerida pela Mercedes, no entanto o ano de paragem por ter ficado sem lugar em 2019 comprometeu a sua evolução. O seu regresso em 2020 foi feito de altos e baixos, conseguindo no entanto um pódio. Este ano conseguiu a sua primeira vitória na F1, mas foi o momento mais alto, no meio de algumas prestações mais cinzentas.
Em Jidá aproveitou a confusão instalada para passar a maior parte da corrida no terceiro lugar, claramente acima da capacidade que o seu Alpine tinha mostrado. Mas Ocon parece mostrar tudo o que pode dar em posições de destaque. Quando anda a lutar pelo top 10 ou abaixo disso, dá a sensação que não encontra argumentos para dar a volta. Mas quando está na luta pelo top 5 ou até por pódios, Ocon mostra mais e melhor. Beneficiou do caos na Hungria e na Arábia Saudita para se destacar e não tremeu das duas vezes. Numa altura em que o rótulo de diamante em bruto já foi esquecido, Ocon mostra que pode ser mais do que apenas um piloto de meio de tabela e que o potencial que evidenciou na sua primeira passagem pela F1 continua intacto e que pode ser uma boa surpresa no futuro.










