A Fórmula E é completamente diferente das outras competições por isso não é de espantar que Antonio Giovinazzi tenha sentido algumas dificuldades nas primeiras voltas com o seu novo monolugar 100% elétrico.
O italiano admitiu que, apesar da sua vasta experiência, o monolugar de Fórmula E necessita de um trato diferente, especialmente ao nível da travagem o que tem dado algumas dores de cabeça:
“É uma categoria completamente diferente”, explicou Giovinazzi, citado pelo motorsport.com. “Já conduzi tantos carros, carros GT, LMP2, F1, e depois entrei neste carro, tudo parece muito diferente. Ontem fiquei realmente confuso e tinha muitas coisas para aprender. Mas a questão principal para mim é a travagem, porque em F1 toda a gente pode atacar muito na travagem porque também se tem muito apoio aerodinâmico. E aqui, não se pode. Portanto, estou com algumas dificuldades com isto – mas lembro-me que quando conduzi em 2018 o primeiro carro, o Gen 1, era o mesmo. Ontem à tarde [durante as provas de qualificação] também perdi algumas voltas, não foi o ideal”, disse ele. “O mesmo esta manhã, e também perdi o último dia de quinta-feira, porque preciso de ir à Saudita. Por isso não é ótimo, mas vai ser assim e vou concentrar-me mais no simulador para me adaptar. Antes da primeira corrida, não vou ter muitos quilómetros feitos. Na primeira corrida, tentarei fazer o meu melhor e voltarei a fazer mais horas no simulador na fábrica em Dezembro e Janeiro. Será certamente uma parte difícil da temporada, mas trabalharemos muito e tentaremos estar em boa forma imediatamente, o mais cedo possível. Ainda tenho de correr na F1 por mais duas semanas, [depois disso] temos a época natalícia. Mas depois do Natal quero ir diretamente para a fábrica e tentar fazer muitos quilómetros na simulação, só para voltar a percorrer o procedimento e tudo. Não é muito tempo. É claro que se quer sempre mais, mas será assim”.










