Temos ainda de esperar algum tempo até vermos pela primeira vez os novos carros em pista, mas os pilotos já vão experimentando as sensações das novas máquinas nos simuladores das equipas. E para já, segundo Carlos Sainz, começa a criar-se um padrão e a maioria dos pilotos diz que as sensações ao volante são muito diferentes.
“Sabemos as sensações do nosso carro. Entre os pilotos, perguntamos ´Como é com o teu?´. Penso que há uma tendência que começa a surgir no paddock. Todos reconhecemos que é bastante diferente, muito diferente de agora”, disse o piloto da Ferrari em frente ao Motorsport.com, depois de Norris também ter relatado algo na mesma linha anteriormente.
“Será uma grande mudança. Talvez estejamos a começar a aceitar entre nós que se trata de uma grande mudança. Os rumores no paddock também vão nessa direção, sem dizer nada sobre o carro, porque obviamente não posso falar sobre isso”, conclui o espanhol.
Com uma mudança ainda mais drástica do que o esperado à vista, algumas perguntas começam a surgir. Estes carros exigem um determinado tipo de pilotagem o qual se adequa mais a uns do que a outros. Com carros tão diferentes, não é de descartar que alguns pilotos sejam beneficiados e outros prejudicados. Já aconteceu no passado. A F1 joga-se ao centésimo de segundo e num desporto de margens tão reduzidas, um piloto que não se sinta tão à vontade nos novos monolugares pode ficar a perder. Não está em causa a adaptação, pois todos conseguirão com maior ou menor dificuldade tirar o máximo partido dos seus carros. Mas esse tempo de adaptação poderá afetar o desenrolar da época 2022.












