É tempo de escolher os melhores e os piores do GP do Azerbaijão, uma das provas mais emocionantes do ano. Começamos com uma seleção dos cinco melhores:
Sergio Pérez
Inevitavelmente o vencedor da prova em Baku tinha de fazer parte desta lista. O único piloto a conseguir vencer por duas equipas diferentes na era híbrida, fez mais um brilharete em Baku. Pérez nunca foi dos mais rápidos em qualificação, provavelmente o seu “calcanhar de Aquiles”, mas em corrida é fortíssimo, quer na gestão dos ritmos e dos pneus, quer na forma como lê o que acontece. Pérez arrancou muito bem e colou-se logo ao top3, e abriu boas hipóteses para a Red Bull jogar com a estratégia, com Lewis Hamilton sem a ajuda de Valtteri Bottas. Pérez fez tudo o que lhe foi pedido com mestria e tinha o pódio “garantido”, antes de ver Verstappen ficar fora de prova. No recomeço, teve problema em aquecer os pneus, mas foram menores que os problemas de Hamilton. Teve sorte, mas diz-se que a sorte dá muito trabalho e Pérez acabou por ser um justo vencedor.
Sebastian Vettel
O bom velho Vettel está de volta. Depois do top 5 no Mónaco, mais uma excelente prestação do alemão, que valeu o primeiro pódio da Aston Martin. E que bom é ver o nome de Vettel associado a uma marca com tanta história. Fez uma corrida inteligente o primeiro stint em que poupou os macios como ninguém (18 voltas com as borrachas mais macias) abriu-lhe oportunidades que pareciam remotas no arranque. Os azares dos outros sorriram-lhe mas mesmo sem o pódio teria sido um dos melhores. O champanhe final foi apenas a cereja no topo do bolo. Foi este Vettel que a Aston contratou e que precisa para construir um futuro de sucesso.
Pierre Gasly
Mais uma grande corrida do francês. Ritmo forte, gestão eficaz e capacidade de luta ao nível dos melhores. Mostra que a forma de 2020 não foi um acaso e que tem capacidade para manter o nível… e quem sabe subir. Gasly tem sido dos pilotos mais regulares desta época e continua a calar quem não acredita no seu valor.
Lando Norris
O Sr. Regularidade desta época até agora. O único piloto a pontuar em todas as corridas. Alia a isso uma velocidade em pista fantástica, quer em qualificação quer em corrida. Começou mal mas conseguiu recuperar, não cometendo erros e subindo gradualmente na classificação. Está numa forma tremenda e espremeu tudo do seu carro. O segundo stint, após paragem no começo da prova, foi brilhante, com um ritmo assinalável. Norris é mesmo um campeão.
Fernando Alonso
Já vimos um pouco mais de Alonso. Talvez Charles Leclerc merecesse estar nesta lista pelo desempenho na qualificação, mas cometeu erros que comprometeram ligeiramente o que podia ter conseguido, enquanto Alonso tirou tudo o que podia do carro. A estratégia inicial da Alpine não foi a melhor e Alonso começou o segundo stint com trânsito na sua frente, o que prejudica sempre o ritmo dos pilotos. Mas a equipa tentou compensar com um conjunto de macios já na segunda metade que lhe permitiu recuperar alguns lugares. O arranque fulgurante no recomeço após bandeiras vermelhas foi o momento alto da tarde e o que lhe permitiu subir até ao merecido sexto lugar.









