Espera-se que a FIA decida no fim desta semana o protesto da Renault face à Racing Point e pelo que se vai percebendo a maioria das equipas de F1 querem que a FIA impeça o que a Racing Point fez.
Independentemente do que for o resultado do protesto, e mesmo sabendo que ao longo da história da F1 o que foi bem feito, depressa foi copiado, a verdade é que é nunca as coisas foram levadas até este ponto.
O RP10 é uma cópia quase exata do Mercedes W10 de 2019.
A Racing point não esconde que o RP20 é baseado no Mercedes do ano passado e a Renault apresentou dois protestos à FIA relativamente ao desenho das condutas de arrefecimento de travões do RP20.
Em declarações a Dieter Rencken, Zak Brown, CEO da McLaren espera que a FIA acabe com isto: “Penso que a maioria das equipas não gosta do que viram com a ‘Copy Point’/’Tracing Point’/’Racing Point’, seja lá como lhes queiram chamar. Seja legal ou não, penso que teremos de ver como a FIA responde ao protesto. Pondo de lado a legalidade, ou não, porque não sabemos neste momento, penso que está fora do espírito do que todos nós pensamos que a Fórmula 1 é, e sempre tem sido.
Sempre houve um grau de cópia, e isso faz parte do desporto, mas agora foi levado ao extremo ao duplicarem um carro. Não acredito que a Fórmula 1 seja isso. Há outras competições em que existem espectáculos com dois ou três chassis diferentes, mas penso que isso não é o ADN da Fórmula 1″, disse Brown, que também não é de acordo com a introdução dos monolugares-cliente, ou ‘equipas B’, porque isso significaria duas divisões na F1, dentro e fora de pista: “Com isso a Fórmula 1 perde a sua identidade”, concluiu.










