De acordo com diversas fontes, há contactos entre Fernando Alonso e a Renault para o seu regresso à Fórmula 1, mas também há quem “jure a pés juntos” que a equipa francesa pode sair da F1. Depois da saída de Daniel Ricciardo, que no final de 2020 ruma à McLaren, a Renault ficou, aparentemente em maus lençóis, pois não parece provável que Sebastian Vettel possa optar por rumar à equipa francesa, mas afinal o espanhol pode ser a solução, afinal, o último piloto que deu títulos à Renault na F1, em 2005 e 2006.
Há muito que o espanhol diz que segue com atenção a mudança de regras na F1, logicamente porque pode ser uma boa altura para regressar, já que a correlação de forças pode mudar e a sua enorme experiência – e claro, rapidez – pode ser um grande trunfo.
Tudo isto pode ser verdade, mas também existe alguma presunção que a Renault pode, de repente, decidir não manter o programa de F1, pois esta crise da COVID-19 está a afetar fortemente as contas, que já não eram ótimas.
Todos ouvimos recentemente notícias vindas de França que o estado francês, que tem 15% das ações do grupo Renault, pode ter que dar o aval – garantias, portanto – de um empréstimo de 5 mil milhões de euros para ajudar a marca francesa e manter a Fórmula 1 num contexto desses, pode revelar-se impossível. É verdade que vem aí o teto orçamental, mas este, é, como se percebe um caso a seguir, pois o fiel da balança pode pender para qualquer dos lados…
A confirmar-se o regresso de Alonso à F1, seria uma enorme surpresa, pelo timing e pela equipa escolhida. O espanhol está fora da F1 desde o final de 2018, ano em que se fartou de andar no meio da tabela com uma McLaren pouco competitiva. Alonso sonha com o tri-campeonato e o seu talento merece-o, no entanto as suas escolhas têm impedido que tal aconteça. Alonso tem 38 e este é o tudo ou nada para tentar o tri. O espanhol tem experimentado outras realidades e certamente que mantém todos os argumentos que fazem dele um dos melhores pilotos de sempre, mas será que esta pausa não prejudicará o andamento do espanhol no seu possível regresso?
Talvez o plano seja mesmo esse, regressar em 2021 ainda com estes carros, voltar a ganhar ritmo para chegar a 2022 pronto para receber as novas máquinas.
Para a Renault seria o equivalente a tropeçar, dar uma cambalhota e reerguer-se com toda a classe. Perder Ricciardo foi um golpe duro, mas substitui-lo por Alonso seria uma “emenda melhor que o soneto”. Quem não estará muito feliz com esta ideia deverá ser Esteban Ocon, que já deve ter ouvido falar de como é a vida de um colega de equipa de Alonso.
A grande dúvida está claro na permanência da equipa na F1. Mas convencer Alonso a arriscar um regresso, depois de uma época 2019 abaixo do desejado, seria uma jogada de mestre por parte de Cyril Abiteboul e Alain Prost.
Os próximos dias darão certamente mais novidades e não há fumo sem fogo, sendo que as fontes que avançaram com esta notícia costumam ser credíveis. O grid de 2021 continua a sua “mutação” e o mercado está cada vez mais interessante. Apenas um reparo… Se é Alonso o homem escolhido para a Renault, significa que Sebastian Vettel está de saída o que seria uma perda tremenda para a F1.










