As opiniões sobre como organizar o calendário 2020 de F1 multiplicam-se. Zak Brown reconhece que o objetivo traçado pela FIA e pela FOM é muito ambicioso e que faria as coisas de forma diferente.
A vontade dos responsáveis da F1 é de conseguir colocar 18 GP em pouco menos de meio ano, uma tarefa tremenda que vai implicar uma média de três corridas por mês, um objetivo claramente ambicioso olhando para a situação em que nos encontramos. Zak Brown, acredita que uma solução menos ambiciosa seria mais indicada:
“A Fórmula 1 está a tentar um calendário com 15 circuitos e 18 corridas. Sou um pouco mais pessimista do que isso, apostaria em 14 a 15 corridas em 10 circuitos.”
“Acho que faremos algumas corridas na Áustria, algumas em Silverstone. Se começarmos a ter problemas com viagens, acho que poderemos ver jornadas duplas noutros circuitos. Eu não acho que essa seja a intenção, mas vou assumir que vamos ter uma falha, ao longo do caminho.”
“Embora a Áustria esteja pronta e talvez Silverstone esteja pronta, com portas fechadas, não sabemos se a segunda vaga [do vírus] virá. Acho que será quando embarcarmos em aviões e tivermos que voar para o exterior, que o risco começará a aumentar potencialmente. Há conversas sobre mais corridas na Europa. O calendário foi de apenas 16 corridas durante algum tempo. Então, para mim, de 14 a 15 corridas, será um campeonato muito completo”.
Comentando sobre como os proprietários da F1, Liberty Media, estão a lidar com a atual crise pós-Austrália, Brawn disse: “Eles continuam a pagar. Eles ajudaram algumas equipas, não tenho exatamente certeza de quais equipas, mas acho que é bom porque todas as equipas podem precisar de alguma ajuda. Acho que eles estão a fazer o possível para voltar às corridas, o que nos protege economicamente.”
“Estou muito impressionado com Jean Todt [presidente da FIA]. Eles estão a tomar boas decisões, boas recomendações e o Jean, em particular, está a pressionar muito no limite do orçamento. É necessário, e era necessário antes disso. Desde que todos nós lidemos bem com [a crise] e nos inclinemos para o problema, acho que há oportunidades. Acho que é perigoso se colocarmos a cabeça na areia, se assumirmos que tudo se resolverá. Isso é perigoso”.










