Os promotores dos circuitos têm apresentado visões diferentes nos últimos dias. Se alguns circuitos estão abertos a receber provas sem público, outros não gostam dessa solução.
Red Bull Ring e Silverstone deverão ser os primeiros palcos a receber provas de F1 este ano, tendo sido os primeiros a mostrar vontade de receber o grande circo, mesmo sem público. No entanto a F1 terá de abrir os cordões à bolsa pois sem público, sem recepção aos VIP e sem as atividades associadas aos eventos, os promotores não terão receita, pelo que o custo deverá ter que ser assumido na totalidade ou em grande parte pela F1.
Do outro lado da balança estão circuitos como Sochi e Baku, que apesar de quererem receber as provas, não parecem dispostos a abdicar de receber público nas bancadas.
Depois há os traçados ainda com ponto de interrogação, como Spa e Monza. No caso belga, os eventos com grandes multidões estão cancelados até ao final de agosto o que levará a F1 a ter de adaptar mais o calendário se quiser incluir a mítica pista belga. O caso italiano é ainda mais complicado pois as restrições aos grandes eventos irão manter-se até ao outono, o que complica as contas.
Há também o caso de outras pistas que estão fora do calendário que querem aproveitar esta situação para colocar um pé na F1. Imola já há muito tem vontade de receber novamente a F1 e já se mostrou disponível para receber a prova à porta fechada. Rumores apontam que Hockenheim pode ser também solução. E outra solução, que certamente nos agradará muito é… Portimão.
O fantástico traçado algarvio tem todas as condições para receber a F1. Tem infraestruturas de topo, uma pista de sonho, uma meteorologia convidativa, e está situada numa região com forte capacidade hoteleira e que, felizmente, não foi muito afetada com esta pandemia. Trazer a F1 a Portimão seria uma jogada fantástica pois permitira que as grandes equipas e os fãs do mundo inteiro conhecessem este traçado, usado noutras grandes competições e sempre elogiado. Não seria garantia de receber a F1 nos próximos anos, mas poderiam abrir-se portas para o futuro. A prioridade está, claro, nas pistas que já recebem a F1, mas se a intransigência de receber público se mantiver e a F1 não quiser (ou não puder) ter público nas bancadas, podem abrir-se oportunidades até aqui impossíveis.










