Nem só a pandemia de Covid-19 terá implicações na F1 e também os limites orçamentais poderão ter consequências para quem trabalha nesta indústria.
A imposição de limites aos gastos das equipas terá forçosamente consequências para muitos dos que agora trabalham na F1. Sem poderem gastar tanto, as equipas terão de cortar despesas, o que pode implicar que muitos possam ficar sem emprego.
O limite inicialmente proposto era de 175 milhões de dólares, tendo passado para os 150 mas há equipas que ainda pretendem ver esse valor baixar ainda mais, para os 100.
Cada equipa gasta, em média, 238 milhões em salários, sendo que a F1 emprega um total de 4270, isto apenas referente a membros das equipa. Os cortes poderão afetar 37% dos empregados que agora trabalham na F1, contas por alto, feitas pelo The Telegraph. Embora o limite exato ainda não tenha sido acordado, já se sabe que os funcionários que trabalham no desenho, desenvolvimento e fabricação dos motores estão excluídos desse limite, assim como os funcionários de marketing, os altos responsáveis das equipas e os salários dos pilotos.
Mas é quase certo que o corte nos custos leve também um corte no número de funcionários. Algumas equipas poderão aproveitar essa mão de obra para reforçar outros departamentos não ligados à F1 (os casos da McLaren, Red Bull, Williams, Ferrari e Mercedes tem todos departamentos que trabalham noutros projetos que poderão absorver essa mão de obra) mas vendo os tempos de crise que se avizinham não será fácil manter grande parte do pessoal e o desemprego pode ser uma realidade.
É também por isso que as equipas devem chegar a acordos e tentar que todos sobrevivam a esta crise. Em causa não está só o futuro da F1, mas também o futuro de milhares de pessoas que dedicam a sua vida à competição e que podem ficar de um momento para o outro sem trabalho.












