Chegamos a 16ª ronda do campeonato do mundo de F1. O Grande Circo chega à Rússia e o palco será o Circuito de Sochi.
A pista russa recebeu cinco eventos até agora, sendo a primeira prova realizada em 2014. O traçado percorre o parque olímpico de Sochi que recebeu os Jogos Olímpicos de 2014 e deverá receber a F1 por mais duas vezes pelo menos, pois o contrato assinado tem a duração de sete anos.
A pista foi introduzida no início da era híbrida e não é de espantar que a Mercedes seja a grande dominadora. Os Flechas de Prata contam com cinco vitórias em cinco provas, sendo Lewis Hamilton o piloto com mais triunfos (3), seguido de Nico Rosberg e Valtteri Bottas. A pole deu a vitória apenas por duas vezes, talvez graças a grande recta que antecede o primeiro grande ponto de travagem e que permite muitas mudanças cedo na corrida.
A pista em si não é das mais apelativas do calendário, embora as condições sejam de topo. O traçado é claramente de Hermann Tilke com longas rectas, zonas de travagem fortes, uma longa e quase interminável curva à esquerda a fazer lembrar a bem mais carismática secção da pista de Istambul. A exigência nos pneus não é grande e o compromisso aerodinâmico algo difícil de atingir embora tendencialmente as equipas apostem em mais apoio.
A F1 chega à Rússia num momento de grande expectativa. A Mercedes e Lewis Hamilton tem a questão do título praticamente resolvida, mas o ressurgimento da Ferrari tem aumentado o interesse das últimas provas. Singapura foi uma surpresa e as evoluções trazidas para o citadino mostraram-se eficazes, o que a juntar a poder da unidade motriz da Ferrari, agora a melhor do grid, poderão tornar a Scuderia favorita para esta prova. Os argumentos a favor são muitos e juntam-se à boa forma de Charles Leclerc e o renascimento de Sebastian Vettel. Com dois pilotos motivados e um carro a melhorar, o vermelho poderá ser a cor da moda em Sochi.
Mas não podemos esquecer a Mercedes. Foram raras as vezes que a equipa germânica não respondeu a um desaire com uma vitória e uma prestação acima de qualquer dúvida. Na Rússia a Mercedes tem tido vantagem e quer Hamilton quer Bottas dão-se bem com o traçado. Na verdade o “score” de vitórias deveria estar em 2-2 para Hamilton e Bottas, pois o finlandês foi obrigado a entregar um triunfo quase certo ao seu colega de equipa no ano passado, algo que ainda hoje não se entende. Bottas tem contas a ajustar com esta pista… veremos se consegue chegar à segunda vitória. Hamilton é sempre candidato e dele espera-se o melhor. A Mercedes quererá esquecer o mau desempenho de Singapura com uma vitória na Rússia.
A Red Bull chega como “outsider” mas com boas perspectivas. A equipa tem evoluído bem e embora Singapura não tenha trazido o resultado desejado, há motivos para optimismo. Max Verstappen continua em grande forma e Alex Albon continua de forma positiva o seu processo de adaptação.
No meio da tabela teremos novamente grandes lutas. A McLaren segue na frente e encontrou um equilíbrio interessante entre velocidade e apoio aerodinâmico. Continuam alguns problemas em curvas mais lentas, mas o pacote no geral dá garantias e a equipa deverá lutar pelo top 10. Racing Point e Renault estarão na luta e a imagem da batalha entre Carlos Sainz, Daniel Ricciardo e Lance Stroll no fim da última corrida é o retrato do que poderemos esperar na Rússia das três equipas.
A Toro Rosso poderá também ter uma palavra a dizer. Daniil Kvyat joga em casa e estará motivado e Pierre Gasly reencontrou-se com as boas exibições na corrida passada. Também eles estarão à espreita por um lugar no top 10.
A Haas continua as suas experiências e irá apresentar uma versão actualizada do chassis usado em Melbourne, deixando cair a versão implementada a meio da época. A equipa continua a procura de respostas e esta fase do ano funciona mais como teste em busca de um futuro melhor. A Williams também segue o seu caminho mas com as limitações já habituais.

Horário (pt):
Sexta
TL1 – 9:00
TL2 – 13:00
Sábado
TL3 – 10:00
Qualificação – 13:00
Domingo
Corrida – 12:10










